sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Modelo de Negócios do Baú da Felicidade

                                                                                   Postado em 27 de janeiro de 2012 por Daniel Pereira

 

Sim, ele já foi extinto – a Magazine Luiza comprou seus últimos 121 pontos de venda por 83 milhões – mas ainda é facilmente lembrado pela maioria dos brasileiros. Seja porque você já viu suas propagandas nos comerciais do SBT, assistiu a sorteios durante os programas do Sílvio Santos, passou na frente de suas lojas ou porque conhecia alguém que o carregava na bolsa e pagava sempre em dia.
Para quem não sabe o Baú foi criado por uma dupla de alemães no final da década de 50 e prometia no mês de dezembro oferecer um baú de brinquedos. Manoel de Nóbrega topou ser o garoto-propaganda. Os alemães fugiram, Manoel ficou sem saber o que fazer e Silvio Santos assumiu o controle do Baú. De brinquedos, o grupo passou a comercializar produtos para a casa.

Fundamental para a criação do Império de Silvio Santos, o Baú funcionava da seguinte maneira:
1) Em uma das lojas do Baú você comprava o carnê
2) Tinha então que pagar todo mês por doze meses sem atrasos (se você for sorteado e estiver em atraso perdia a chance de concorrer aos prêmios.)
3) Se você for sorteado ainda vai ter que concorrer lá no programa do Silvio para poder ganhar o prêmio maior. (O sorteio do carnê está atrelado ao sistema de Loteria Federal da Caixa Econômica Federal.)
4) Não ganhou nada, no final do carnê você troca o valor pago no carnê por alguma utilidade doméstica, somente nas lojas do Baú, que geralmente custam mais caro que outros lugares.

Podemos dizer que o Baú foi o precursor do modelo das Casas Bahia, que acabou por se tornar mais popular pois, apesar de não possuir sorteios, o cliente levava a mercadoria para casa e pagava as parcelas depois.

Aqui então esta o modelo de negócios do extinto Baú da Felicidade:

 

E você, sabia que o Baú funcionava assim? Comente com a gente!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Os 13 Melhores Outdoors do Mundo!

                                                                                      Postado em 26 de janeiro de 2012 por Rafael Ávila

Nós, aqui na LUZ somos muito fãs de um bom marketing ou propaganda, inclusive a gente postou recentemente sobre excelentes estratégias de marketing de guerrilha. Continuando nessa mesma linha, selecionamos para vocês os melhores outdoors do mundo. Essas ferramentas do marketing não são tão comuns para pequenas empresas, mas é sempre muito bom quando a gente tá andando na rua e encontra um bom outdoor né? Então vamos aos nossos casos!


01. CNN

 
   

02. BBC 
 

Esses tipos de outdoors com uma pegada política dificilmente a gente encontra aqui pelo Brasil. No primeiro, uma boa direta para o efeito da Indústria do Petróleo e a ocorrência de guerras. Já no segundo, a importância de sempre tentar ter uma visão geral das coisas.



03. Law and Order

 
 Bem legal eles aproveitando a luz da iluminação para recriar o clima de interrogatório do CSI (Crime Scene Investigation).



04. Mitsubishi

05. Kentucky Bourbon Whiskey

 

Vira e mexe a gente vê alguns desses casos onde o outdoor sofre alguma mudança. No primeiro caso, da Mitsubishi, ele está torto como se coubesse na mala do 4×4 e aqui no segundo deixa a gente imaginando como seria bom se todo whisky fosse servido assim né? De qualquer forma, o Kentucky Bourbon Whiskey mandou muito bem com esse outdoor na beira da estrada.



06. Petrobras

 

Isso que é energia! Vale a pena a autopromoção se você está gastando uma grana para patrocinar algum tipo de evento bem conhecido né?



07. Gilette

 

08. Koleston

 

09. Restaurante a Quilo

 

Um ponto em comum aos 3 outdoors aqui acima é o efeito bem maneiro que eles conseguiram fazer utilizando a paisagem local. No caso da Gillete, o outdoor é só um apoio, a grama cortada (raspada) faz todo o apelo visual. No caso do Koleston aproveitaram muito bem a paisagem do fundo e nesse aqui do Restaurante aproveitaram o túnel. E você já olhou a sua volta e pensou em algo a se aproveitar?



10. Museu Naval

 

11. Coca Cola

 

O museu naval de Alberta e a Coca Cola aproveitaram referências de um submarino e de um espaço para se tomar a Coca respectivamente para dar a entender o porque do outdoor!



13. Berger – Tintas Naturais

 
 Imagina se a tinta fosse tão natural assim que você conseguisse ver a paisagem no fundo. Bem legal a ideia deles!



13. Festival de Teatro

Me  amarro nesse tipo de efeito, que tentam dar um realismo como se tivesse alguém saindo do outdoor.



Conclusão


Faça propagandas inusitadas! Seja em um outdoor, folder ou na internet, fuja do normal e deixe seu público alvo de boca aberta! Se gostou, não deixe de compartilhar com os amigos e se conhecer mais algum outdoor fora do sério, manda o link aqui pelos comentários. Grande abraço!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Coca-Cola e seu case de propósito de marca

O capitalismo consciente está mesmo na moda e um dos principais pilares dele é o propósito de marca. “As marcas devem ter um propósito que ajude a humanidade”, afirma Steve McGowan, Diretor Executivo de Criação da Landor, celebrada agência criativa nascida em Londres. Na plataforma de propósito de marca da Coca-Cola, o foco é um estilo de vida saudável.

Esta estratégia é tangibilizada pela plataforma “Viver positivamente” e desdobrada no slogan “Abrir a felicidade”. Na prática, o projeto é também “Um meio de mostrar o produto de forma autêntica e real”, diz Ina Gleser, Vice Presidente de Comunicação da marca mais valiosa do mundo. O exemplo mais recente é um caminhão da Coca-Cola que foi transformado em uma vending machine diferente. Não deixe de ver o vídeo abaixo.

      http://www.youtube.com/watch?v=hVap-ZxSDeE&feature=player_embedded

Isso é marketing!!!by Diego Jacob

Consumidor do futuro pode não ir mais à loja

Cobertura patrocinada pela GS&MD Gouvêa de Souza, ToolBox, Virid e Agência Shopper.

“A compra pode mudar. Talvez as pessoas não precisem mais ir à loja porque elas terão uma experiência de compra melhor em casa”. A afirmação é de Bryan Eisenberg, celebrado articulista de jornais de negócios nos Estados Unidos e autor de livros como “Call to Action”, “Waiting For Your Cat to Bark?” e “Always Be Testing”. Agora, a explicação: segundo Eisenberg, as pessoas estão tendo cada vez menos tempo para sair às compras, as experiências nas lojas não são diferentes e há dispositivos que em breve permitirão até provar roupa em casa, virtualmente.

De acordo com Eisenberg, a tendência de mudança não é nova, mas o varejo continua quase o mesmo desde que foi inventado. “Pensar que o mundo online não é uma tendência é se comportar igual aos vendedores de cavalo do século XIX”, pondera durante sua apresentação na NRF 2012. “Temos que olhar para o Google Wallet. Muitas pessoas já consideram e estão usando o pagamento mobile”, acredita.

Em breve, o telefone inteligente será integrado à TV e terá papel ainda maior na vida das pessoas. Toda mídia está sendo digitalizada. “Os anúncios em revistas já mostram vídeos quando escaneamos o QR code”, conta. “Mais de 50% das decisões de compra têm sido influenciadas por smartphones”. Como exemplo, Eisenberg cita o caso da Tesco, que criou uma loja virtual dentro do metro Korea.

“As pessoas estão cada vez mais ocupadas e o que estamos fazendo para facilitar a vida delas?”, questiona. “Se não oferecerem uma experiência diferente, as pessoas comprarão online. Já é possível fazer isso, com uma câmera e o Kinect a pessoa experimenta a roupa em casa”, conta. O caminho para mudar esta realidade é se comportar igual a empresas como Apple, Amazon, Google, Zappos e Best Buy. Elas se diferenciam dos demais concorrentes, são íntimas do consumidor, autênticas, ágeis e testam novos modeles de negócio com a ajuda das pessoas.

10 dicas para o empresário fazer SEO

Com indexação, prioridade, otimização conteúdo e geração de popularidade, somando uma série de fatores e técnicas, são feitas melhorias na forma com que os sites foram desenvolvidos, no conteúdo deles e na quantidade de links que apontam para os mesmos

Por Gustavo Bacchin, www.administradores.com.br


Posicionar seu site e seus produtos nas primeiras colocações de um site de buscas não pode ser visto mais como um bicho de sete cabeças. O Search Enginee Optimization (SEO) é responsável por essa exposição.




Com indexação, prioridade, otimização conteúdo e geração de popularidade, somando uma série de fatores e técnicas, são feitas melhorias na forma com que os sites foram desenvolvidos, no conteúdo deles e na quantidade de links que apontam para os mesmos, gerando assim uma melhor qualificação.



E, para desmistificar essas técnicas e fazer com que esse conhecimento estratégico não seja mais segredo para ninguém, abaixo relaciono 10 dicas para que os sites ganhem mais chances de aparecer entre as melhores posições nos buscadores:



1. Pesquise e escolha em quais palavras-chave você vai focar levando em conta os recursos que tem à disposição e a competitividade das palavras.



2. Ao escolher suas palavras-chave, não foque apenas nas palavras-chave genéricas como "notebook", procure ter um mix com termos mais específicos, que serão menos competitivos e convertem melhor.



3. Não meça somente posicionamento nos resultados de busca. Procure mensurar o sucesso do seu SEO medindo o incremento nas metas do seu site, sejam elas quais forem, como, por exemplo, vendas, geração de leads ou downloads. SEO é marketing e não "otimização de posicionamento de palavra-chave" – portanto, deve ser mensurado da mesma maneira que outros canais.



4. Otimize os títulos e a descrição de suas páginas. Inclua suas palavras-chave e fique atento para o limite de caracteres de cada meta tag (70 para títulos e 156 para descrições).



5. Tenha alguém responsável pela produção e distribuição do conteúdo do seu site. Se precisar, contrate um redator para escrever conteúdo único e informativo sobre seus produtos e serviços.



6. Invista em SMM. Ter uma presença bem estabelecida nos canais sociais como, por exemplo, Facebook, Twitter e Google Plus são importantes também para o seu SEO.



7. Torne seu conteúdo fácil de ser compartilhado usando botões sociais do Facebook, Twitter, LinkedIn, Google Plus e outros que achar interessante.



8. Caso seu site seja um e-commerce, a dica mais importante é a seguinte: cuidado na escolha de sua plataforma. Pesquise bem, procure por cases e questione a plataforma quanto aos itens referentes a SEO, e sobre o quanto a plataforma é amigável as ferramentas de busca.



9. Crie uma conta no Ferramentas para Webmasters do Google (www.google.com.br/webmasters/) para configurar e monitorar o seu site no Google.



10. Leia o livro "A Arte do SEO". É a melhor referência sobre SEO disponível hoje no mercado.



Gustavo Bacchin é Diretor de Operações da Cadastra, uma das maiores agências de marketing digital do país, reconhecida pela forte atuação e pioneirismo em search marketing.

Best Buy estuda cliente e cria plano de Marketing mais relevante


Cobertura patrocinada pela GS&MD Gouvêa de Souza, ToolBox, Virid e Agência Shopper.

A Best Buy encarou o desafio de criar um plano de Marketing mais relevante para o seu comprador. Para isso, a varejista montou uma equipe que estuda regularmente o comportamento de 300 clientes fiéis por meio de pesquisa e de interação nos meios digitais. O objetivo é buscar, nos sentimentos das pessoas, insights para a comunicação tradicional e no ponto de venda.
A mudança do comportamento do comprador obriga as empresas a criarem mensagens que façam sentido para eles. O estudo da Best Buy mede o nível de stress, a ansiedade, a excitação e a esperança das pessoas ao longo do ano. “Com isso, quando o comprador entra na loja, procuramos reduzir o nível de stress dele, simplificando a sua vida”, afirma Mark Herzog, Diretor de Pesquisa da Best Buy. “Podemos combater as reações negativas com mensagens especificas”, completa.
 
A pesquisa constante durante o ano todo pergunta também onde as pessoas passam o seu tempo, com quem, o que fazem e qual tecnologia estão mais usando. “Tudo isso é relacionado à emoção deles”. Os clientes compartilham fotos destes momentos e dão pistas para onde deve seguir a comunicação da varejista, que tem uma política de mudar o tema de acordo com a estação de ano.
 
“Percebemos uma mudança significativa nos sentimentos e emoções das pessoas no começo do verão, por exemplo”, conta Herzog. “Com isso, focamos a comunicação com o tema das férias com mais relevância, onde e como ele quer se encontrado e que tipo de mensagem será mais eficiente para cada momento da vida dele”, explica durante palestra na NRF 2012.
 
Best Buy estuda cliente e cria plano de marketing mais relevante

Pão de Açúcar já vende para o consumidor do futuro

Cobertura patrocinada pela GS&MD Gouvêa de Souza, ToolBox, Virid e Agência Shopper.

O consumidor do futuro, multicanal, digital e global, já é atendido e compra no Pão de Açúcar. Hugo Bethlem, Vice Presidente Executivo do Grupo Pão de Açúcar, apresentou um diário imaginário, mas possível a qualquer cliente do grupo nos dias de hoje, em que uma família interage e compra nas bandeiras de forma multicanal e digital.
Uma mãe pode consultar a sua lista de compras na internet, pelo computador, escolher o que vai comprar, receber uma oferta por SMS em seu celular e, se esquecer alguma coisa no café da manhã, pode consultar e comprar os produtos por meio de um aplicativo mobile. Enquanto isso, o filho na sala vê televisão e é impactado por uma comunicação do grupo. Já passou da hora do almoço e a mãe vai ao supermercado.
 
Lá, encontra o personnal shopper, é orientada e recebe a recomendação do seu vinho favorito, compra por dispositivos de RFID e coloca as compras numa sacola ecológica. Tudo isso, em uma loja verde, sustentável. Enquanto isso, o pai considera comprar uma nova televisão e o filho o ajuda vendo as melhores ofertas no site, enquanto compartilha suas viagens e fotos no site do Extra.com.br
 
“Isso não é o futuro. Está acontecendo agora e disponibilizamos todos essas ferramentas para os nossos clientes”, afirma Bethlem durante sua apresentação na Convenção Anual da NRF 2012 – National Ratail Federation. “As necessidades são as mesmas. O que muda são os hábitos que fazem as pessoas usarem novas ferramentas”, acredita. “Falar com o consumidor do futuro é falar com o consumidor do presente”.
 
Pão de Açúcar já vende para o consumidor do futuro

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Livro para quem quer usar redes sociais para empreender

#indico: livro para quem quer usar redes sociais para empreender

 
“Sempre que ouço histórias de pessoas empreendedoras, parece que elas já nasceram sabendo o que fazer…”
Foi um pensamente como esse que, há um ano, me fez ler “Conexões Empreendedoras“, de Renato Fonseca de Andrade, consultor e colaborador do Sebra-SP. À época, eu buscava inspiração e meios de descobrir quais aptidões poderiam ser melhor exploradas.
A obra de Andrade – profissional com mais de 16 anos de experiência em empreendedorismo -, traz questões básicas como a definição de empreendedorismo, até análises mais complexas como a que abre esse post.
A capa do livro vende bem o recheio: “entenda por que você precisa usar as redes sociais para se destacar no mercado e alcançar resultados”.
O autor alterna teoria e prática ao dividir o livro em quatro momentos: empreendedorismo, visão empreendedora, atitude empreendedora e redes sociais.
“Ser empreendedor é – antes de tudo – expressar a capacidade de articular recursos para atingir um objetivo, um propósito. E essa atitude deve ser exercida nas dimensões pessoal e profissional”, define Andrade.
Ao falar sobre redes sociais, ele ressalta o poder dessas no desenvolvimento de negócios. E dá três dicas de ouro para criar, manter e utilizá-las:
  • doação ao próximo. “Laços construídos com alguém a partir de doações legítimas e bem intencionadas são mais fortes”;
  • disponibilidade. “Estar disponível para as pessoas é ter a capacidade de oferecer reciprocidade”;
  • rastreabilidade. É preciso atualizar sempre os dados de seus contatos para que haja possibilidade de interação.
Na parte final de “Conexões Empreendedoras”, Renato Fonseca de Andrade ilustra com cases bem sucedidos maneiras de aplicar as três regras nas mídias sociais e ganhar dinheiro com isso.
A leitura é rápida, inspiradora e repleta de teorias facilmente aplicáveis. Principalmente para quem – como eu – é apaixonado por meios digitais. Ao rever o livro para esse post, repensei algumas aptidões e descobri novas. Espero que o mesmo aconteça com você.
Boa leitura!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Marketing de Experiência e Neuromarketing

Postado por Rafael D'Andrea - 23/01/2012



Parte I: Primeiro mapeie o terreno, depois defina a estratégia.

Você já parou para pensar “onde” a experiência acontece? Quando as luzes se acendem no cinema ao final de uma sessão, escutamos diferentes comentários sobre o filme que acabamos de assistir. Sem grande esforço é possível perceber que embora tenham visto a mesma obra, cada um viu o filme a sua maneira, prestando atenção em coisas diferentes, processando segundo seus padrões de pensamento e finalmente, produzindo uma experiência própria. Onde aconteceu a experiência? Na mente do expectador e não na sala de cinema.



No mundo do varejo é a mesma coisa: a experiência de compra do shopper dentro de uma loja ou num website é sempre pessoal, interna e, portanto um pouco imprevisível. Para sorte dos nossos designers de experiências, investigando-se o shopper, é possível chegar a alguns agrupamentos de pessoas com “backgrounds” (tradução livre: histórias de vida) e modelos mentais que se refletem em comportamentos semelhantes, o que torna possível a segmentação dos clientes de uma loja ou rede. Além disto, possibilita o reenquadramento do diálogo e ambiente da loja para que façam sentido para cada um desses segmentos, aumentando a conversão.



Parte II: o sucesso é uma questão de “Rapport” com o shopper

O sucesso da comunicação das marcas de fabricantes de bens de consumo e dos varejistas com o shopper se baseia fundamentalmente em criar uma espécie de sintonia com os diferentes segmentos de shoppers que visitam um estabelecimento de varejo. Esta sintonia é chamada de “rapport”. Quando um vendedor de seguros conhece a estratégia de aposentadoria de um prospect ele tem muito mais chances de fechar a sua venda. Isso funciona com vendedores de seguros, carros, roupas e também funciona no auto-serviço.



Aqui em Nova York, por exemplo, aqueles que visitaram a Abercrombie & Fitch (A&F - loja de roupas) pela primeira vez se surpreenderam com seu ambiente no estilo “balada”, com luzes estroboscópicas, música alta e pessoas malhadas em fotos nas paredes e atrás dos balcões. Torsos masculinos depilados em fotos preto-e-branco nas paredes e sacolas certamente atraem a atenção de alguns, mas desagradam outros. Essa estratégia muito bem focalizada de comunicação é a base do sucesso da A&F que criou uma legião de fãs entre os adolescentes de todo o mundo.



No Brasil, a Chilli Beans é, para mim, o melhor exemplo de como uma loja pode entrar em sintonia com seu público em vários níveis, criando uma experiência única. Mesmo num quiosque dessa marca de óculos, relógios e acessórios, é possível reconhecer a assinatura marcante dos seus criadores e o seu foco no público jovem. Eles tiveram êxito em definir um alvo claro e conectar-se com ele no ponto de venda em todos os níveis neurológicos da experiência. Vou explicar esse conceito: nossas experiências são processadas em nossa mente em 5 níveis ligados à própria forma como nosso cérebro foi “desenhado” para atuar:



a) Ambiente: é o mais instintivo dos níveis, gostamos ou não de um ambiente sem nem mesmo sabermos por quê.



b) Comportamento: envolve algumas emoções associadas ao efeito “amor à primeira vista”. Simplesmente nos sentimos bem ou mal dependendo de como somos recebidos. É instantâneo: um garçom desavisado pode arruinar nossa experiência com um simples comentário, por exemplo.



c) Identidade: a identidade está ligada ao sistema imunológico. Assim, nos sentimos mais confortáveis entre semelhantes. Daí o sucesso da loja de bonecas e roupas de infantis American Girl. Nela as crianças podem comprar bonecas que se parecem com elas mesmas e depois vestirem-se com roupas iguais as da boneca que a mimetiza. É genial e vai direto ao centro da identidade das crianças e das mães. Todos são pegos desguardados pelas lindas bonequinhas.



d) Crenças e valores: eles refletem a forma como fomos criados, educados, aquilo em que acreditamos. Esse tipo de pensamento é processado pelo cérebro no córtex, a região mais nova na evolução humana. Muitas pessoas decidem não comprar produtos testados em animais por uma questão de valores. As crenças mostram como as pessoas julgam os acontecimentos. Por exemplo, a discussão sobre privacidade nas mídias sociais envolve uma discussão de valores baseados em crenças pessoais. As pessoas que gostam de Macs tem a crença de que eles são melhores do que os PCs, e assim por diante.



e) Além da identidade: esse é um tipo de experiência que pode ser chamada de “espiritual” porque envolve a forma como nos vemos e vemos os outros inseridos no mundo. As grandes aspirações humanas e os sentimentos mais nobres como a compaixão acontecem nesse nível. Quando uma marca está envolvida sinceramente em ajudar a comunidade, percebemos isso e nos conectamos com ela. Uma vez ouvi do vice-presidente de design da P&G – Phil Duncan – o conceito de “brand karma”. Ele explicou que quando fazemos o bem ganhamos dinheiro. Acertou em cheio no último nível da experiência.



Como um varejista pode criar uma estratégia de sucesso usando os níveis neurológicos da experiência no processo de compra?



Parte III: Sete passos para criar uma experiência de compras memorável.

Todo varejista de produtos de consumo quer vender mais. Isso somente é possível com uma de duas estratégias: aumentar o tráfego de pessoas na loja ou aumentar a conversão de vendas dentro da loja, fazendo com que os shoppers comprem mais.

Listei sete passos que qualquer varejista pode usar para guiar sua estratégia de neuromarketing de experiência para aumentar a conversão de shoppers em suas lojas:



1) Conheça seus shoppers. Invista em pesquisa, análise de dados, observe-o no ato, interaja sem medo, esteja onde eles estão (na loja, no facebook, no estacionamento, etc.) e principalmente escute-os. Sem conhecer o funcionamento da mente dos shoppers é impossível conectar-se com eles.



2) Crie uma segmentação. Ela pode ser baseada em perfil demográfico, comportamento de compra e/ou motivações de compra. Isso vai garantir mais eficiência na comunicação com os shoppers mais tarde.



3) Escolha o(s) segmento(s) predominante(s). Idealmente é aquele no qual sua empresa já tem mais afinidade e por tanto tem mais chances de sucesso.



4) Avalie se os valores da empresa coincidem com os valores desse grupo. Se isso não acontecer, o resultado será uma fraude rapidamente percebida pelo público-alvo.



5) Conecte-se. Uma experiência de compra genuína será criada por meio da transformação da estratégia em prática. Assim, sua comunicação, sortimento, atendimento e design com o grupo escolhido de shoppers serão percebidos na interação deles com o ponto de venda. (Os níveis são: ambiente/comportamento/identidade/crenças e valores/espiritual).



6) Estabeleça canais de comunicação de mão-dupla com seu público na loja, na web e na comunidade. Participar da vida social dos shoppers aumenta o senso de identidade com a loja. A Chilli Beans, por exemplo, ao vender ingressos para concertos de música jovem estabelece um vínculo com seu público por meio do gosto musical. A marca de whisky Buchanna’s o faz patrocinando eventos de jazz, por exemplo.



7) Crie uma assinatura que envolva os cinco sentidos dos shoppers. Isso deixa a experiência mais completa e mais memorável ainda. Se bem trabalhados, os sentidos irão funcionar a favor de sua marca. Não é a toa que os jeans da A&F têm um cheiro característico que demonstram sua autenticidade. Eu nunca vi um chip Intel, mas reconheço o seu selo e a musiquinha quando escuto. Por quê? Porque os sentidos nos ajudam a reconhecer as marcas instintivamente.



Parte IV: Usando os cinco sentidos para criar uma experiência memorável.

Confunde-se muito o marketing de experiência com o uso dos sentidos, ou melhor, das sensações para estimular os shoppers durante a compra. Vamos esclarecer uma coisa: os sentidos são as portas, não a experiência.



Escutamos uma música romântica hoje e somos elevados às alturas. Quando o romance acaba a mesma música é fonte de dor. A experiência acontece na mente. É como nos relacionamos no nível do instinto, das emoções e do pensamento com tudo o que os nossos sentidos capturam da natureza. Ou seja, tudo o que vemos, ouvimos, sentimos, degustamos e cheiramos. Por exemplo, o cheiro do McDonald’s é inconfundível. Certamente é uma assinatura sensorial da marca.



Uma vez tive uma experiência desagradável. O prédio em que trabalhava teve um problema e o alarme de incêndio disparou. Fiquei impressionado porque ninguém desceu, mesmo com o perigo iminente. Algum tempo depois, no mesmo edifício, onde também funcionava uma parte da fábrica, o alarme tocou novamente. Dessa vez havia cheiro de plástico queimado no ar. Todos desceram imediatamente! Por que isso aconteceu? Porque ao envolver mais de um sentido, a mensagem ganha mais credibilidade.



Pense que você está comprando queijos no supermercado. Embora a aparência esteja boa, se o cheiro do queijo é rançoso irá afastá-lo da compra. Nós confiamos muito em nossos sentidos. É possível extrair vantagem desse aspecto neurológico a favor de uma marca.



Para utilizar os sentidos a seu favor é preciso “descontruir” a marca em diversos atributos, elegendo alguns sensoriais que distingam a sua marca e fiquem na lembrança dos shoppers. O formato da garrafa de Coca-Cola é um excelente exemplo disso. É uma assinatura visual e táctil da marca que pode ser reconhecida mesmo sem sua logomarca em qualquer parte do mundo. Suas músicas também são percebidas e reconhecidas instantaneamente quando escutadas.



Da mesma forma, a Victoria Secret´s, rede de lojas de lingerie americana, possui uma sacola característica rosa de listras negras (apenas uma das assinaturas visuais da marca cuidadosamente desenhada). Além disso, a fragrância característica das lojas é inesquecível pelas suas shoppers.



Em outro segmento, um banco na Colômbia (Grupo Helm) usa uma cor específica - como a do Itaú – mas vai além. Eles também têm uma fragrância própria em suas instalações, sons diferentes em cada parte das agências e até oferecem docinhos com marca e sabor únicos para envolver todos os sentidos dos seus clientes na experiência com sua rede. Os caixas eletrônicos dessa instituição são os únicos onde se pode sacar dinheiro sentado em apoios acolchoados, para deleite do tato e da coluna.



Todos os sentidos podem levar a emoções. A música, por exemplo, tem um poder muito forte de provocar emocionalmente os indivíduos. Mas são a dupla olfato e paladar que estão diretamente ligados ao afeto. Isso acontece porque desde quando somos bebê, aprendemos a gostar de quem nos alimenta e estabelecer um vínculo afetivo com eles, a começar por nossas mães, é claro. Comida é afeto. Isso é tão verdadeiro que muita gente come para sentir-se mais feliz ou quando está deprimido.



Quando queremos comemorar algo o que fazemos? Saímos para jantar! É simples assim. Pensando nisso, algumas lojas de luxo oferecem pequenos mimos para seus clientes. Chocolates, trufas, biscoitos, sucos e até champanhe são oferecidos aos clientes, criando um vínculo afetivo com a marca. Alguns supermercados sabem explorar muito bem esse aspecto usando as degustações de forma inteligente para criar um ambiente ainda mais envolvente para seus shoppers.



Parte V: Construindo um contexto que faz sentido emocional para os shoppers

Enquanto a experiência cria a conexão com o shopper em diversos níveis e os sentidos o envolvem, é por meio da comunicação que podemos criar um contexto relevante para o shopper converter-se em um comprador. Mas qual é o significado de relevância?



A relevância da comunicação e da oferta de uma marca acontece a partir da compreensão da mente do shopper. Ou seja, como ele pensa, quais são suas estratégias de decisão e consequentemente, como age. Essa é a diferença entre um lançamento de produto e o que chamamos de “arremesso de produto”. A mesma comparação pode ser feita entre um tabloide de ofertas genérico – cujas promoções são em sua maioria itens que o shopper não compra - e uma mala direta com ofertas personalizadas. Isso sim é relevância. A Macy’s, rede americana, tem mais vários tipos de catálogo de ofertas, um para cada segmento, configurado diferentemente para cada um deles.



Somente com um contexto relevante é possível usar a emoção para mover o shopper e influenciá-lo a favor de uma marca ou varejista. Já sabemos que os cinco sentidos tem um papel importante como estímulo emocional, que o contexto é que cria o clima, agora falta apenas o fechamento. Nesse ponto é preciso usar a emoção para reduzir o arrependimento potencial com a compra do produto. Eu sempre cito o exemplo dos garçons argentinos. Eles são treinados para retorquir com uma expressão de aprovação como: “Excelente, señor!” quando fazemos um pedido, qualquer que seja. Isso nos encoraja por que acreditamos que estamos ordenando o melhor prato da casa, a sua especialidade.



No autosserviço é possível reduzir o arrependimento potencial com a compra fazendo o shopper sentir-se menos culpado por gastar seu dinheiro com produtos de consumo. Quando um varejista sinaliza que um produto é o mais vendido, um “best seller”, como a TESCO inglesa em seus pepinos espanhóis, isso reduz o risco de uma decisão errada por parte do cliente. Doações imediatas para causas nobres e selos de qualidade, por exemplo, têm efeito semelhante nos shoppers – reduzem o risco.



Resumindo, para usar a emoção a seu favor é preciso de uma chamada (call to action) poderosa, direta e principalmente, que seja relevante no contexto de vida do shopper. São mais de vinte mil opções no ponto de venda e apenas 30 minutos em média para converter mais um shopper. Tenho certeza que vale a pena. Afinal, considerando sua fidelidade a marca de varejo, quanto vale um shopper a mais para sua loja, na perspectiva de uma vida toda? Qual é o ROI (retorno sobre investimento) que justifica investir em shopper marketing? Pense nisso. Voltaremos a esse assunto (valor de um shopper para o varejista ao longo de uma vida – ou customer life time value) em breve.



* Rafael D’Andrea é fundador da ToolBoxTM e diretor da Agência Shopper. Atua como professor de marketing do Insper desde 2009 e é coordenador e co-autor dos livros Shopper Marketing (ed. Atlas 2011) e Trade Marketing (Ed. Atlas 2010). Compartilhe suas opiniões conosco pelo twitter (@toolboxtm), blog ou email, contato@toolboxtm.com.br, www.toolboxtm.com.br e www.agenciashopper.com.br

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

BBB 12: altíssimo risco do anunciante


Uma marca, quando decide se associar a uma celebridade ou toma a decisão de patrocinar um programa de televisão, tem que ter em mente quais os riscos que envolvem uma parceria como essa


O Big Brother Brasil 12 (BBB12) mal começou e já entrou para a história. Por causa dos brothers terem batido o recorde de 30 horas na primeira prova de resistência? Não, mas pelo fato de, com menos de uma semana de programa, um participante ter sido expulso da casa em virtude de um suposto estupro. Não quero entrar no mérito do ato em si, mas analisar o ocorrido sob a ótica de um anunciante que investe milhões em um programa detelevisão e, de repente, se depara com um fato deste tipo, que gera publicidade, no mínimo, negativa.

Uma marca, quando decide se associar a uma celebridade ou toma a decisão de patrocinar um programa de televisão, tem que ter em mente quais os riscos que envolvem uma parceria como essa e, mais que isso, ter um plano de resposta pronto para possíveis situações incontroláveis. Investir em um programa como o BBB poderepresentar um imenso retorno de exposição da marca, mas o risco também é elevadíssimo.
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Polêmicas como a do suposto estupro cometido por um dos participantes podem prejudicar a imagem das empresas anunciantes? (Imagem: divulgação/TV Globo)

Os integrantes são pessoas "enjauladas" em uma casa, que são observadas em tempo real por milhões de pessoas e, nessas condições, as reações dos participantes são absolutamente imprevisíveis.
Nem osanunciantes mais pessimistas poderiam conceber esse fato emblemático do BBB12. Na verdade, não poderiam imaginar, mas sim poderiam prever que um programa de reality show como este possui um fator incontrolável: o ser humano. E o que anunciantes devem fazer após um acontecimento como esse? Manter o patrocínio? Rever a estratégia?
Certamente essas perguntas estão sendo feitas nesse momento pelas altas diretorias de marketing das empresas. Independentemente de ter ocorrido ou não o tal estupro na casa, as marcas estão ali patrocinando o programa, que está no topo dos trend topics do Twitter.
Seja qual for o investimento de marketing, o risco sempre existe. Quem poderia imaginar que Ronaldo Fenômeno, até então um craque do futebol, ícone de superação e maior goleador de Copas de todos os tempos, fosse se envolver com travestis no Rio de Janeiro? Ninguém. E certamente quando esse episódio veio à tona, as diretorias de marketing de Nike e da Ambev devem ter reavaliado cuidadosamente os seus respectivos e milionários contratos publicitários com a empresa do jogador, a R9. Dias após o acontecimento, o craque deu explicações para o público no programa Fantástico, da Rede Globo. Ele conseguiu passar uma borracha em tudo. Brasileiro esquece fácil das coisas. Ronaldo foi para o Corinthians e já sabemos o resto da história.
Em 2006, quando a marca Santander Banespa decidiu investir milhões de euros e patrocinar de uma só vez seis jogadores da Seleção Brasileira de Futebol em ano de Copa do Mundo, foi logicamente mapeado pelo anunciante um possível cenário de fracasso da seleção (o que realmente se deu, quando o grupo caiu nas quartas-de-final). No entanto, o que aconteceu foi um cenário que ninguém previu: a seleção brasileira não só perdeu, mas não teve garra e sequer lutou pela vaga. Perdeu para a França com gol de Henry, com o nosso relapso lateral esquerdo, Roberto Carlos, supostamente arrumando o seu meião na entrada da área. Na manhã seguinte da eliminação, algumas agências do banco, que possuíam imagens dosjogadores em suas fachadas, sofreram com a indignação de torcedores da seleção canarinho.
Outro acontecimento marcou a 11ª edição do Big Brother Brasil, a mais recente delas, de 2011. Uma das provas do líder foi patrocinada pelo "Meu Frango Assado", novo produto da marca Knorr, que pertence à gigante Unilever. Foi uma prova de resistência, na qual os brothers ficaram envolvidos por um invólucro plástico, assim como o novo produto da Knorr sugere à dona de casa envolver o seu frango assado para absorver melhor o novo tempero.
No meio da madrugada, um dos brothers, na tentativa de "agradar" o anunciante Knorr/Unilever, começou a cantar um famoso jingle: "De leste a oeste, de norte a sul, a onda é a dança da Galinha Azul". Acontece que a Galinha Azul era, há muitos anos, a mascote da Maggi, que pertence à Nestlé (concorrente mundial da Unilever).
O que podemos concluir são três coisas: 1) o consumidor confunde completamente asmarcas, ele não sabe quem é dono de quem; 2) a força que tem uma mascote (aGalinha Azul não é mais usada pela Maggi/Nestlé há anos), que ainda reside na mente dos consumidores; e 3) como é que um executivo de marketing, que planeja uma ação dessas (e certamente não paga pouco), poderá prever que o brother, com as melhor das intenções, cantará o jingle de seu principal concorrente.
Essas e outras tantas razões é que tornam o mundo do marketing tão fascinante e, aomesmo tempo, tão incontrolável.

As 13 Piores Logos do Mundo

Postado em 18 de janeiro de 2012 por Guilherme Lito

Adoramos mostrar boas logos, bons cases de marketing e outras fontes inspiradoras, mas também somos filhos de Deus, portanto gostamos de dar boas risadas de vez em quando!


E hoje é dia light, tirei uma semaninha de férias e voltei de ótimo humor e querendo sacudir um pouco essa coluna. Conclusão: tirem as crianças da sala! Você está prestes a ver alusões a figuras que são, digamos… picantes.

Hoje mostraremos as logos cujo tiro realmente saiu pela culatra. O mais interessante é que (teoricamente) os designers fizeram as logos a sério!

Vamos lá!

1. A-Style


Você pode estar pensando: calma aí, esse cara é um louco de não ter visto uma “mensagem subliminar” nisso, certo? Se você pensou isso, está certo! Essa logo foi propositalmente feita assim para a marca se espalhar mais rápido. Os caras fizeram adesivos, saíram distribuindo para a galera botar nos carros e etc e acabou gerando um mega buzz… Só depois disso eles começaram a divulgar o que era a empresa e o que eles vendiam.

O cara não é bobo!

2. Comissão Jovem da Arquediocese da Igreja Católica



Os padres já não tem lá essa credibilidade, ainda me deixam passar essa? Poxa assim não dá! E o pior, essa logo já ganhou um prêmio… POR QUÊ?!?!

3. Kids Exchange



Essa é a típica logo que poderia se aproveitar de um espaçamento maior entre as palavras…

4. Centro Pediátrico de Arlington



Esses caras mandaram bem! Não pelo que está acima, mas sim por terem mudado a logo! Hoje ela é assim…



Palmas pra eles!

5. Mont-Sat


Esse cara não vai conseguir me convencer de que ele fez a logo a sério…

6.Farmácia Kudawara



7. Catwear



Eles “refizeram” a logo, agora ela não tem aquele pontinho preto ali no meio…

8. (algo como) Secretaria de Comércio do Governo



Esse é um órgão do governo que, se mudarmos um pouco a perspectiva na qual analisamos a logo, pode causar constrangimento…

9. Megaflicks



Se a logo lá de cima se daria bem com um espaçamento maior, essa pede uma fonte diferente, concorda?

10. Locum



Para fins de alinhamento, “cum” em inglês é orgasmo…

11. China Restaurant



Dispensa comentários… além de ter duplo sentido é muito tosca.

12. The Computer Doctor



Esses caras também passaram por uma reformulação… Segue abaixo!


Ao que tudo indica, um mouse quadradão, embora feio, é mais legal do que um muito sugestivo…

13. Clínica Dental San Marcelino



Ê beleza eim…

E aí, qual foi a logo que lhe saltou aos olhos? Que outras logos você conhece que deixam o empreendedor numa saia justa?

Compartilhe! Não deixemos que os empreendedores cometam esse tipo de erro!!

Saudações! Até a próxima!!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Empresas e marcas nas redes sociais: um caminho sem volta

 

O ano terminou com os maiores anunciantes do país investindo também na internet

Por Elizangela Grigoletti, www.administradores.com.br

No ano de 2011 as grandes marcas e empresas compreenderam a força das mídias sociais, tanto no relacionamento com o consumidor, quanto para a construção e manutenção de sua imagem corporativa. Canais como Facebook e Twitter – apenas para citar os mais utilizados – alteraram a dinâmica de contato entre cliente e instituição, obrigando as empresas a se adaptarem para manterem um bom relacionamento com os consumidores via canal social.
A reclamação 2.0 gerou alguns casos bastante repercutidos no ano que passou, como o vídeo criado por Oswaldo Borelli para reclamar de um defeito em sua geladeira. Postado logo no início de 2011, o vídeo no Youtube teve mais de 820 mil visualizações e fez a marca figurar entre os Trending Topics do Twitter na época. O que também movimentou os TT's foi a campanha contra a coleção Pelemania, que logo após o lançamento levou mais de sete mil usuários a se reunirem em uma página de boicote à empresa no Facebook.
Depois da repercussão, Oswaldo teve seu problema resolvido, a Pelemania foi retirada das prateleiras e as empresas definitivamente começam a entender o alcance e a dinâmica para essas novas mídias.
O ano terminou com os maiores anunciantes do país investindo também na internet. Não apenas nas redes sociais, mas também em sites e novos canais de relacionamento e engajamento do público. No Facebook, as Casas Bahia incentivaram seus fãs a criarem enfeites natalinos com materiais recicláveis e mandarem suas fotos para concorrerem a prêmios. No site institucional, o grupo Colgate-Palmolive criou uma ferramenta interativa para apresentar quais os produtos mais indicados para a limpeza de cada cômodo da casa. O Magazine Luiza também aproveitou o caminho aberto pelas redes sociais para angariar "consultores", que utilizam sua rede de contatos no Facebook e Orkut para vender produtos através de uma vitrine virtual. E, inovando, o Bradesco se destaca dentre os 30 maiores anunciantes do país ao manter uma página nacional corporativa no Google+.
Mais do que apenas estar lá, as empresas estão buscando nas redes formas de conhecer melhor o seu consumidor. Em 2011, o público abriu seu coração: lamentou a morte de Steve Jobs com mais de oito milhões de menções no Twitter em apenas 36 horas; posicionou-se em relação à construção da Usina de Belo Monte, com quase 500 mil pessoas curtindo a fanpage no Movimento Gota D'Água; esperou ansiosamente a chegada do iPhone 4S, com mais de um milhão de menções no Twitter antes mesmo de o produto chegar às lojas e curtiu muito "rock, bebê" – foram mais de 300 mil seguidores no perfil oficial do Rock in Rio no Twitter, quase 600 mil likes na sua página no Facebook, cerca de 11 mil check-ins pelo Foursquare e nada menos que 3 milhões e quatrocentos mil membros em uma comunidade do Orkut.
Com tanta informação, as corporações se bem embasadas podem antecipar as tendências, prever crises e oferecer aos consumidores exatamente o que eles querem e precisam. Muito além da divulgação institucional, Youtube, Linkedin, Vimeo, Flickr, Instragram, blog e muitas outras ferramentas, também já estão sendo utilizadas pelas marcas que querem inovar, mas – mais do que isso – por quem quer se relacionar, sinceramente, com seu público. São essas empresas que vão ganhar o "curtir" do consumidor em 2012.
Elizangela Grigoletti é gerente de inteligência e marketing da MITI Inteligência, empresa de soluções em inteligência de mercado

Como Investir Dinheiro – Coaching Financeiro

12 de janeiro de 2012 por: Fred Graef

Um dos assuntos muitos recorrentes dos assinantes da nossa lista de distribuição e de nossos clientes é com relação ao coaching financeiro. As questões relativas a como administrar as finanças pessoais ainda precisam ser entendidas e estudadas por muitos de nós.


Neste post queremos tratar deste tema através de uma entrevista com o e especialista no assunto, Rafael Seabra. Rafael Seabra é o editor do site “Quero Ficar Rico”.


Abaixo muitas dicas boas do Rafael.



Boa leitura.



Pergunta: Rafael, sabemos que o endividamento e a má administração das finanças é um mal que assola a maioria dos brasileiros. Na sua opinião, por que isso ocorre?



A resposta é fácil: falta de educação financeira. Entretanto a solução não é tão simples assim. Vivemos num país onde não me parece que haja um esforço maior vindo do governo, das instituições financeiras e da mídia.



O escritor Robert Kiyosaki, no ótimo livro “O Segredo dos Ricos”, insinua que existe uma conspiração para que a maioria da população não tenha independência financeira. Não gosto de falar em conspiração, mas apesar da realidade dele (Estados Unidos) ser bem diferente da nossa, é possível encontrar alguns indícios da falta de esforço externo para que sejamos financeiramente inteligentes, a saber:



1. Ensino: Não aprendemos educação financeira na escola. E nem há previsão para isso. Aprendemos apenas a arrumar um bom emprego, ser um bom funcionário.



2. Governo: Não desenvolve iniciativas concretas de educação financeira, nos obriga a contribuir para o INSS e a manter nosso fundo de garantia no FGTS com rendimento de 3% ao ano, entre outras coisas.



3. Bancos: São amplamente beneficiados pelos governos e chamam títulos de capitalização, caderneta de poupança e planos de previdência privada (com altas taxas) de investimento.



4. Corretoras: Salvo algumas raras exceções, estão apenas preocupadas de fazer recomendações para que compremos ou vendemos ações e elas ganhem com corretagens. Quanto mais operações fizermos, melhor para a corretora.



5. Mídia: Consuma, consuma e… consuma.



Enfim, vivemos rodeados por pessoas e instituições que, além de não ter a menor preocupação em desenvolver nossa inteligência financeira, ainda fazem pior: só ensinam coisas que nos deixam em situações ainda mais complicadas.



Pergunta: Quais os maiores erros que as pessoas cometem ao tratarem de suas finanças?



Outra resposta fácil: gastam mais do que ganham. E os grandes vilões são o crédito fácil e as taxas de juros exorbitantes.



O segredo para se livrar das dívidas é pagar primeiro as dívidas com os juros mais altos, tais como cartão de crédito ou cheque especial, pagando o mínino permitido dos demais débitos. Uma vez que a dívida mais cara for paga, passe para a próxima mais alta e assim sucessivamente.



Evite também usar o cartão de crédito para pagar por coisas que você consome rapidamente, como viagens de férias, por exemplo. Geralmente é a maneira mais rápida e “eficiente” para se endividar. Ao invés disso, separe mensalmente algum dinheiro, para poder pagar à vista por gastos como esses.



Pergunta: Na tua opinião, qual a importância das metas e do planejamento para uma vida financeira equilibrada?



Na minha opinião, o segredo do sucesso nos investimentos está em três palavras: planejamento, equilíbrio e disciplina. Definir metas, que costumo chamar de objetivos financeiros, e elaborar um orçamento são os dois primeiros passos a serem dados para o planejamento financeiro pessoal.



A definição de objetivos financeiros serve para saber onde queremos chegar. R$ 5 mil para viajar no final do ano com a esposa, R$ 15 mil para trocar de carro em dois anos ou R$ 300 mil para comprar um imóvel em 5 anos são exemplos de objetivos financeiros. Eles são mais amplos que as metas porque definir o que, quanto e quando. Apenas dessa forma poderemos estimar quanto precisaremos poupar para atingir cada objetivo.



A elaboração do orçamento tem a função de identificar exatamente quanto ganhamos e onde gastamos. Com isso, fica mais fácil controlar os gastos e saber quanto sobra para investirmos em busca dos nossos objetivos.



Pergunta: Por que algumas pessoas conseguem investir e outras não?



Existem vários fatores, que vão desde a falta de conhecimento até – o principal deles – a falta de disciplina. Tem até uma passagem no Como Investir Dinheiro (livro digital que publiquei recentemente) (link de afiliado) onde mostro que é possível conseguir 100% de rentabilidade em um ano, apenas aplicando na poupança.



É quando eu conto um caso de um amigo que fez um planejamento e se comprometeu a investir R$ 1.000,00 todos os meses, durante 12 meses. No primeiro mês ele fez o aporte no valor correto; no 2º, aplicou apenas apenas R$ 500; no 3º, não pôde aplicar por um imprevisto e, no final dos 12 meses, só havia investido R$ 6 mil. Daí eu falei que se ele tivesse tido disciplina e investido conforme programado, mesmo se fosse na poupança, ele teria mais de R$ 12 mil após 12 meses.



Com base nesse simples caso, tenho certeza que o investimento mais rentável é a disciplina. Por melhores que sejam as aplicações escolhidas, se o investidor não tiver disciplina, a rentabilidade será seriamente comprometida.



Pergunta: Você escrever um livro recentemente: “Como Investir Dinheiro”. O que você pode compartilhar conosco a respeito do livro?



Sou pós-graduado em Finanças pelo Ibmec e editor do site Quero Ficar Rico desde 2007, onde falamos sobre Educação Financeira e Investimentos com uma linguagem simples, informal e inteligente. Após mais de 5 anos escrevendo sobre o assunto, percebi que existem excelentes livros no mercado que tratam da educação financeira, mas faltava um guia prático sobre investimentos, para apresentar as principais opções para investir seu dinheiro em renda fixa e renda variável. Daí veio a ideia do livro digital Como Investir Dinheiro (link de afiliado), lançado em outubro/2011, e que teve a segunda edição publicada nessa semana (em 10/01).



O Como Investir Dinheiro (link de afiliado) é indicado para pessoas nas mais diversas situações financeiras, que querem:



• Quitar as dívidas: Aqueles que estão endividados e querem quitar suas dívidas e começar a investir.



• Aprender a investir: Aqueles que estão iniciando sua vida financeira e querem aprender a investir desde cedo.



• Saber onde investir: Aqueles que lidam bem com o dinheiro, possuem um bom patrimônio, mas têm receio de investir em qualquer aplicação diferente da caderneta de poupança.



• Organizar-se financeiramente: Aqueles que são indisciplinados com o dinheiro e querem se organizar para investir.



Na página de venda do livro, é possível saber tudo sobre o material, ver diversos depoimentos de especialistas (entre eles Gustavo Cerbasi, autor do best-seller Casais Inteligentes Enriquecem Juntos) e leitores, bônus exclusivos e muito mais.



Aproveito para agradecer pelo convite para entrevista e pela oportunidade de dialogar com seus leitores.



Para conhecer o livro digital, clique aqui (link de afiliado).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Coca-Cola detalha sua estratégia digital no Brasil

Empresa conta com departamento focado exclusivamente em ações online. Entre as áreas de atuação para se aproximar dos consumidores e gerar engajamento estão internet, mobile, games e mídia social

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 06/01/2012

sylvia@mundodomarketing.com.br

coca-cola,digital,social games,internet,facebookHá mais de cinco anos, a Coca-Cola Brasil já entendia o papel fundamental da internet e, principalmente, das mídias sociais no relacionamento da marca com os consumidores. Na época, a companhia criou uma área de comunicação integrada totalmente dedicada ao digital. Hoje, a empresa colhe os frutos, com cases de sucesso como a presença no jogo Cidade Maravilhosa Rio, que gerou um total de 18,2 milhões de engajamentos com a marca em apenas duas semanas.

Entre 2006 e 2007, para estruturar o setor responsável por todas as ações online, foi importante realizar uma série de mudanças. As iniciativas incluíram o alinhamento de profissionais e fornecedores para minimizar riscos e certificar que as ações realizadas atinjam o resultado esperado e estivesse de acordo com a cultura da companhia. 

“Fizemos uma seleção bastante criteriosa de quais seriam os parceiros e deixamos centralizado o desenvolvimento de todos os sites e aplicativos. Existe um risco enorme, cada coisa que colocamos no ar passa por um processo muito grande para garantir que não haja problemas”, conta Adriana Knackfuss, Gerente Sênior de Conexão com Consumidores da Coca-Cola Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Construção de marca e relacionamento
Com o Marketing Digital, a Coca-Cola tem como principal objetivo a construção de marca e o relacionamento com os consumidores, gerando engajamento. Neste contexto, as mídias sociais têm um papel imprescindível, tanto que, em 2010, houve mais um desdobramento na estratégia da companhia e foi criada uma nova estrutura, com gerentes focados na área.

“Conseguimos dar um passo a frente do que o mercado estava fazendo em termos de movimento. A Coca-Cola é a marca no mundo com mais fãs no Facebook. No Brasil, entendemos que esse era um pilar importante para nossa estratégia e tínhamos que nos preparar muito bem para isso”, explica Adriana.

Hoje são oito pessoas que trabalham exclusivamente nas mídias sociais, atendendo, mantendo a conversa nas redes e monitorando o que está sendo falado. O grande desafio agora é deixar de rotular as ações apenas como “digital”, já que as iniciativas incluem basicamente tudo o que orbita no universo do Marketing.

Experiência real no virtual
Entre as áreas de atuação estão, além da internet e dos anúncios, o mobile, os social games e os consoles. A vantagem destes canais é gerar engajamento massivo, mas de uma forma individual, fazendo com que cada consumidor tenha sua própria experiência com a marca.

Exemplo disso é a parceria que a empresa fez com a Quepasa Games e a Mentez Brasil no jogo Cidade Maravilhosa Rio, baseada na campanha “Felicidade”. Com a iniciativa, cada vez que o usuário acessava o game, uma pop up aparecia e o jingle da Coca-Cola tocava, incentivando que os internautas cumprissem suas missões para serem recompensados.

Em duas semanas, foram quase 860 mil máquinas de Coca-Cola e outros 411 mil itens decorativos, totalizando 1,27 milhões de ícones relacionados à marca. Como resultado, o número de sessões jogadas no período foi superior a 15,5 milhões, gerando 18,2 milhões de engajamentos com a máquina de Coca-Cola e cerca de 2,6 milhões de minutos de exposição no jogo, que hoje tem 5,1 milhões de usuários.

“O legal do game é que todas as marcas fazem parte do contexto real. Como os usuários constroem e gerenciam a cidade, isso ajuda a reforçar a sensação de imersão. Trazer o que Coca-Cola faz no mundo real para o virtual, como a máquina e o outdoor, dá essa imersão. A recepção dos jogadores foi tão positiva que não tivemos outro item dentro do jogo que tenha gerado engajamento tão rápido quando o gerado com a marca Coca-Cola”, conta Rafael Aguilher da Costa, Presidente da Quepasa Games, em entrevista ao portal.

coca-cola,digital,social games,internet,facebookConversa do dia a dia
Além da marca mãe, hoje a estratégia digital abrange todas as marcas do portfólio Coca-Cola, com ações específicas para o perfil de cada uma delas. “Em 2007, a área praticamente trabalhava para Coca-Cola e um pouco de Sprite. As marcas que não eram de refrigerante tinham apenas o trabalho de fazer um site. Isso mudou”, ressalta Adriana.

Um dos destaques mais recentes, no início de dezembro, foi o projeto promovido pela Burn, que culminou na produção e no lançamento do documentário do DJ David Guetta com exclusividade no Facebook. No mesmo mês foi a vez de Coca-Cola Zero surpreender com o lançamento de um quiz virtual para promover o filme Missão Impossível 4 – Protocolo Fantasma. Como prêmio, o vencedor ganharia uma viagem para Dubai.

Outra iniciativa foi o lançamento da rádio Coca-Cola FM, que pode ser acessada no site oficial da marca. Além de música, no endereço os internautas encontram conteúdo interativo, como vídeos, informações sobre a marca, promoções e material para download.

“Temos produzido cada vez mais ações só para mídia social, porque é uma geração de conteúdo que não dá para esperar as grandes campanhas. É a conversa, o relacionamento que construímos no dia a dia. Precisamos desse combustível para fazer com que as marcas continuem com relevância”, diz a Gerente Sênior de Conexão com Consumidores da Coca-Cola Brasil.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ano Eleitoral. Marketing político digital é coisa séria

Postado por Gabriel Rossi - 05/01/2012

Enfim chegamos a 2012. Ano eleitoral, ano em que o marketing volta à cabeça dos candidatos. Raros os casos de políticos que se preocupam em cuidar com antecedência de seu eleitorado. Raros e, na maioria das vezes, vencedores. Quem corre atrás de um especialista no assunto em cima da hora precisa ter em mente que há muito a ser feito, que é preciso ganhar etapas para se equiparar aos concorrentes. E, o principal, que o trabalho realizado deve ser técnico e sério.



Chega a ser até cômico como, à medida que as eleições vão chegando, aparecem oportunistas dizendo ser especialistas em marketing político eleitoral. Mais: não contentes, passam a também se denominar “especialistas em marketing digital”. Afinal, há três assuntos no Brasil que hoje em dia todos pensam dominar: futebol, política e, incrível, internet.



Hoje, dezenas de cursos prometem formar marquetólogos digitais em período recorde, de um fim de semana, e assim habilitar “consultores”. Aquele rapaz ou moça que adora a web resolve arriscar e, assim, coloca seu nome no mercado político eleitoral. E o cliente? É a última preocupação. Com os cursos “de fim de semana”, torna-se apenas possível abordar conceitos básicos e gerais, sem profundidade alguma. Gente despreparada entra no jogo sem ter a base teórica extensa e necessária para tal, simplesmente seguindo a maré, construindo “estratégias” mais em achismo e erros do que conhecimento e experiência. Um show de horrores na sua mais fiel tradução.



Há alguns escritórios sérios, com foco no assunto. E claro que muitas vezes é trabalhoso saber quem é sério. Trabalhoso é, mas não difícil. Os nomes de respeito estão aí. Estes sabem que o trabalho de marketing político digital vai muito além de simplesmente criar e manter alguns perfis em redes sociais. O trabalho precisa ser alinhado com o offline, ser personalizado e buscar o máximo de entendimento do público/eleitor. Como qualquer trabalho de marketing, o digital está fundamentado em alicerces básicos de estratégia, que incluem pesquisa, planejamento com visão de objetivos claros, mensuração, análise e aprimoramento constantes.



Muitas empresas que se aventuram em atuar na política e mesmo algumas de marketing político “tradicional” generalizam o marketing digital como apenas uma extensão da comunicação, o que é um erro primário. A internet, ao mesmo tempo em que está atrelada indissociavelmente da realidade offline, é um ambiente com características específicas e com um grande potencial para aprendizado, pesquisa, relacionamento e mobilização.



É preciso também lembrar que construção de uma marca, seja pessoal, empresarial ou partidária, não ocorre do dia para a noite. É fruto de um trabalho extenso e de longo prazo, de diálogo e coerência. Assim, quando chega a época de campanha, o que se faz no digital é muito mais efetivo, pois é autêntico.



O risco que um aventureiro pode causar a imagem do cliente é perene se este não estiver realmente preparado para analisar toda a conjuntura política, do planejamento, de preparação para as turbulências e para uma visão de longo prazo para a marca, para o político. Trabalho mal feito não passa autenticidade, corre o risco de não gerir adequadamente os canais a que se propõe e até mesmo agravar alguma eventual situação por uma estrutura inadequada, sem processo e análise. É preciso pensar de maneira menos eufórica ao escolher o especialista.



* Gabriel Rossi é estrategista de marketing, profissional focado na construção e gestão de marcas na era digital e Diretor da Gabriel Rossi Consultoria.

As lições de marketing de Michel Teló

Se as pessoas se engajaram com o cantor, certamente existe algo interessante para ser observado nesse fenômeno. Mas o que é, de fato?


De Chico Buarque a Gaby Amarantos, de Geisy Arruda a Marisa Monte, de Bidu Sayão a Banda Calypso, passando por Saci Pererê, maracatu, carimbó e frevo, não há como negar que temos um vasto e rico código cultural. E marcas tiram proveito disso, estabelecendo uma simbiose mútua entre a imagem que o artista empresta para a marca e vice-versa. Assim como cowboy do mundo de Marlboro, Michel Teló representa, na capa da revista Época, um fenômeno como "Segura o Tchan", "Stefhany Absoluta" ou celebridades tipo Big Brother, sejam eles efêmeros ou não. Na Europa, hoje, Michel Teló também é sinônimo de Brasil, quer você queira ou não.
O fato em si não está na pessoa, mas no conceito que ela representa. Michel Teló não é mais uma pessoa, mas uma marca, plena de seus atributos, muito bem definidos, no imaginário popular. Ivete Sangalo, Xuxa, Luan Santana, Sandy & Junior... Todos são marcas. Assim como o ex-presidente Lula é uma marca dotada dos mais fortes atributos, que mantém, até hoje, bastante elevados os seus índices de consideração, preferência, recompra e fidelidade. E porque não dizer como o Brasil, que é uma marca que vem conquistando lugares bem mais ensolarados e de prestígio?
Michel Teló não faz pré-teste da sua música, mas é bastante comum fazermos pré-testes de filmes antes de serem veiculados na TV. A ideia é avaliar o material e saber se o consumidor vai gostar ou não. Não quero julgar a eficácia do pré-teste, mas acredito que mais do que uma peça publicitária criativa, as marcas precisam se apropriar de elementos que sejam relevantes para a audiência, e não necessariamente divertidos ou engraçados. Assim, uma ação publicitária será mais ou menos engajadora se os elementos que fizerem parte daquela comunicação forem mais ou menos pertinentes à realidade cultural das pessoas. Desse modo, apropriar-se de um código cultural é a chave para uma comunicação de marca bem-sucedida. E muita gente acaba fazendo isso por acaso, assim como provavelmente Michel Teló e Luisa Marilac fizeram (Pohannn!).



Mas, de fato, isso não é tarefa fácil ou tampouco deselegante, como diria Sandra Annenberg, especialmente para criativos acostumados ao glamour de Cannes e salas bem refrigeradas com paredes recobertas de pôsteres coloridos em endereços estilosos. Tudo muito bem distante do café da manhã regado a carne de bode do Recife ou do calor úmido dos trópicos amazonenses. O Brasil, meu caro leitor, é muito vasto para termos a pretensão de falar a mesma língua para todos os nossos povos. Por isso, defendo que marcas precisam de autonomia para adequar sua comunicação em função de sua cultura regional, porque relacionamentos são feitos localmente, por mais que a Globo pense o contrário!
Dizer que Michel Teló não faz parte e não representa também, neste momento, a cultura brasileira, é ser tão puritano quanto os católicos que queimaram bruxas há anos. Seja Gretchen, Legião Urbana ou Michel Teló, todos fazem parte do nosso código cultural. Ignorar isso é atestar a própria ignorância, bairrismo, regionalismo ou, pra ser mais direto, isso é puro preconceito! Posso não gostar de Michel Teló, mas confesso que tenho ouvido incansavelmente o "ai, se eu te pego" por aí. Então, aproveite o bom momento da música para tirar algum proveito dela. Afinal de contas, lá no fundo, bem que você gostaria que sua marca ou o presidente da sua empresa estivessem estampando a capa da revista Época, não é verdade? Muita gente que está criticando a atitude da revista Época age instintivamente por puro despeito, porque não se pode negar que Michel Teló desfruta, hoje, de uma posição muito privilegiada e invejada em termos de saúde de marca, algo que milhões em comunicação, por anos, não conseguiram resolver para um grande punhado de marcas.


Se as pessoas se engajaram com o Michel Teló, certamente existe algo interessante para ser observado nesse fenômeno. Para se ter uma noção do sucesso, dias depois do cantor lançar a versão em Inglês "Oh, If I Catch You" do seu mais novo hit, a música passou a ocupar o topo das paradas do iTunes em muitos países europeus, ultrapassando artistas como Coldplay e Adele. Outro fato importante é que a música também se engajou com um código cultural muito forte no mundo: o futebol! Não me refiro somente ao vídeo do Neymar fazendo a dancinha no vestiário (que está bombando no YouTube), mas também aos jogadores brasileiros, na Europa, que começaram a imitar a mesma coreografia depois dos seus gols. A marca Michel Teló emprestou um código cultural para lançar um sucesso sertanejo, que emprestou outro código cultural – o futebol – para se alastrar entre marcas fortes – os jogadores – que dão e emprestam sua imagem mutuamente. É uma cadeia alimentar mercadológica perfeita.
Talvez você esteja se perguntando agora: o que devo fazer para ter sucesso na minha comunicação, assim como o Michel Teló fez com o seu "Ai, se eu te pego"? E devolvo esta pergunta com outras quatro e gostaria que você fizesse o exercício de, todas as vezes que pensar em propaganda, aplicar este questionário simples, já que não podemos pensar em sucesso "por acaso":
1. Nesta mensagem que quero comunicar, compartilho um interesse real com as pessoas?
2. A proposta tem relevância cultural?
3. Estou sendo útil para as pessoas?
4. Estou atuando no meu core business?
Se as respostas forem todas afirmativas, vá em frente. As chances das pessoas se engajarem, de fato, com a comunicação que você propõe, tendem a ser bem altas. Se no seu score final já consta apenas um não, volte ao briefing e acredite: a grande ideia está explícita no comportamento do seu consumidor, bem na frente do seu nariz e ela é mais simples do que você imaginava. Ai, se ela te pega!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

12 motivos para se casar com um Publicitário




1 – Como para ele a embalagem é importante, vai estar sempre bonito, perfumado e arrumado.

2 – Ele conhece estratégias de marketing pessoal, logo, seus amigos vão aprová-lo e gostar da companhia dele.

3 – A profissão exige que se tenha um conhecimento geral do mundo, logo, ele sempre terá assunto para uma boa conversa.

4 – Publicitário tem que ralar muito para ser alguém na vida… Logo, ele vai trabalhar tanto que só terá tempo de ter olhos para você.

5 – Um filme com ele não será só um filme. Será toda uma análise da fotografia, trilha sonora, efeitos especiais… Uma aula.

6 – Ver comerciais na TV nunca será tão divertido. Com o tempo você aprenderá a ver beleza nessas coisas. Inclusive em guia eleitoral gratuito.

7 – Ele tem contatos no mundo da mídia e dos eventos. Logo, deixe que ele pense nos detalhes da festa de casamento. É sucesso garantido.

8 – Os melhores momentos da vida a dois serão registrados em lindas fotografias em plano médio, americano, principal; além de todas as suas espinhas e olheiras sumirem magicamente no Photoshop.

9 – Os nomes de seus filhos serão escolhidos por significado, combinação com sobrenome, boa sonoridade…

10 – Como boas comunicólogos, adoram se comunicar e fazem isso com esmero. Vão te deixar a par de tudo e a vida delas é um livro aberto.

11 – Têm boa capacidade de negociação. Eles vão negociar fácil com você a viagem do fim de semana, levar as crianças na escola, pagar as contas no banco.

12 – Sua casa será extremamente bonita e organizada. O senso artístico de design estende-se à disposição, cores e modelos de mobília.

E agora, o top: Comunicólogos são conhecidos mundialmente por seu carisma, descontração e bom humor. Olha só o naipe! 




LIÇÃO DE AMOR - Sinopse:
Alessandro é um publicitário de 32 anos que está procurando a propaganda perfeita para não perder seu emprego, após ter sido deixado por sua namorada Elena. Niki é uma estudante de 17 anos, que está se preparando para os exames da escola secundária. Um dia Alessandro atropela Niki acidentalmente e daquele momento em diante tudo começará a mudar.

Dados Do Arquivo
Tamanho: 702MB
Qualidade: DVDRip
Legenda: Pt-Br
Trailer: clique aqui


Ou

Pesquisa: 34% dos brasileiros usam o Facebook para fins corporativos

Brasil lidera o ranking dos países que acessam a rede social para fins profissionais estando à frente, inclusive, da Inglaterra e França


Infomoney

Um recente estudo realizado pela IDC para a Unisys aponta que os profissionais brasileiros têm se destacado quando o assunto é o acesso às redes sociais para fins corporativos. Para se ter uma ideia, de acordo com a pesquisa em questão, dos 306 iWorkers consultados, cerca de 34% deles afirmaram utilizar o Facebook para fins profissionais.
No ano passado, o número alcançou apenas 16%, o que demonstra o crescimento expressivo deste segmento no País, diz o estudo.
Liderança mundial
E, ao que parece, os profissionais brasileiros realmente têm dado o que falar, afinal, 58,8% dos entrevistados consultados informaram acessar a rede de Mark Zuckerberg para fins corporativos e também pessoais ao menos uma vez ao dia.
Não é à toa, por exemplo, que é do Brasil o mérito de primeiro do ranking nesta categoria: o País encontra-se à frente, inclusive, da Inglaterra (44,3%) e França (35,9%) em tal quesito.
Usuários
Aliás, é do Brasil também o mérito por possuir o maior número de usuários no Facebook e no MySpace com perfil profissional. Na amostra, 19,7% dos brasileiros consultados afirmaram ter uma página em um ou outro serviço. Para comparação, nos Estados Unidos, apenas 7,2% dos entrevistados afirmaram possuir uma página utilizada para fins corporativos nestas redes.
Outra rede que também apresentou aumento em seu número de acessos foi o Linkedin. Em 2010, 28% dos brasileiros consultados disseram utilizar o site, enquanto que neste ano esse número subiu para 35%.
Menor adesão
Já na outra ponta, com menor adesão entre os usuários, aparece o Twitter. O microblog, que era acessado por 23% dos brasileiros em 2010, teve um crescimento de apenas 2 pontos percentuais em 2011, passando a ser utilizado para fins profissionais e pessoais por 25% dos consultados.
De qualquer forma, a rede ainda segue como a mais acessada entre os oito países consultados pelo estudo. "Na edição de 2011, 37% dos brasileiros avaliados disseram navegar no microblog pelo menos uma vez por dia”, detalha o levantamento.
Para se ter uma base comparativa, na Austrália, mencionada como o segundo país do ranking, 13,3% dos entrevistados afirmaram acessar o Twitter pelo menos um uma vez ao dia.
A pesquisa
O estudo ouviu a opinião de 101 executivos de diversas organizações localizadas no Brasil, bem como de 2.660 iWorkers de nove países.