terça-feira, 7 de agosto de 2012

Por que você deve integrar campanhas online e envio de material pelos Correios

ago 7

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O mundo ideal seria atrair todos os clientes e consumidores por meio de campanhas online e envios de e-mail marketing. Mas essa ainda não é a realidade, principalmente no Brasil com seus 82,4 milhões de pessoas com acesso à internet (Ibope Nielsen Online, junho 2012). Portanto, é preciso, sim, pensar na integração entre campanhas em ambientes físicos e virtuais.

Uma recente pesquisa da revista americana “Deliver” aponta que pessoas que recebem comunicações impressas aumentam substancialmente o número de visitas no site da empresa que enviou o material e essas pessoas consomem 28% mais seus produtos. Será?
O fato é que não podemos considerar que todas as pessoas com acesso à web fiquem conectadas mais de oito horas por dia, como eu e você (imagino!). Por isso a importância de atrelar uma campanha off-line em sua estratégia.
Dependendo do tipo de negócio, algumas ações pontuais podem gerar tráfego para seu website e promover o consumo de seus produtos pela web. Exemplos:
  • Cartões postais com artes bacanas e códigos QR são bem vindos quando colocados em bares e restaurantes. Eles atraem pessoas que acabam acessando seu site para mais informações;
  • Cartas enviadas pelo correio também convidam quem as recebe a continuar a conversa num ambiente web. Uma vez que o destinatário visitou seu site, você pode ativar uma campanha usando o Google Remarketing (saiba mais sobre essa ferramenta aqui).
O importante é atingir seu público-alvo de todas as maneiras possíveis – on ou off line.

domingo, 5 de agosto de 2012

O futuro é móvel: como as mídias portáteis estão transformando o mundo?


Em entrevista ao Administradores.com, Tomi Ahonen – um dos maiores especialistas do mundo em mídias móveis – diz que a popularização dos aparelhos de comunicação móveis fortalece a democracia e cria novas oportunidades de negócio

Por Simão Mairins


Hoje um indivíduo com um smartphone na mão pode ter mais poder do que tinha o governo dos EUA com todos os seus computadores nos anos 1950. A afirmação é auspiciosa, mas seu autor a defende com bastante convicção e apresenta fortes argumentos para isso.
Em entrevista ao Administradores.com, Tomi Ahonen – ex-diretor do Departamento de Consultoria Global de Negócios 3G da Nokia e um dos maiores especialistas em mídias móveis do mundo – afirma que a popularização dos aparelhos de comunicação móveis fortalece a democracia, dando como exemplo as revoluções no Oriente e a implementação de serviços cidadãos através de celulares em países de tradição democrática consolidada.
Além disso, ele destaca que a explosão da comunicação móvel cria novas oportunidades de negócio, e garante que o futuro está nesse segmento.

Você diz que o futuro é mobile. Por quê?

Boa pergunta. No começo, a indústria da comunicação e a mídia eram eletrônicas. Agora, são digitais. Nesse processo, se tornaram multimídia e agora estão se tornando interativas. E mobilidade é isso. A televisão é eletrônica, sim. Ela é multimídia, sim. Mas não é tão boa em interatividade. Já a Internet é ótima nisso, mas ainda não está em todo lugar com os dispositivos tradicionais. Mobilidade é, então, a transformação que vem acontecendo. Cada vez mais é por meio dos aparelhos móveis que fazemos nossa primeira comunicação. Se fazemos algo interessante, na hora tiramos fotos. Pelo celular, usamos a internet para carregar jogos ou ler alguma notícia. Nós podemos fazer isso com diferentes dispositivos, podemos ligar o rádio, pegar o vídeo game, tanto faz. Mas o celular é o dispositivo de comunicação que não largamos. Gostamos de enviar mensagens. Então, quando o dispositivo que usamos para isso ganha uma câmera, a partir de então, essa será nossa câmera preferida. Se ganha uma tela, essa se torna nossa tela preferida. Se ganha funções de interatividade, a partir desse momento, se torna nosso principal dispositivo de comunicação multimídia.
Tomi Ahonen, um dos maiores especialistas em mídias móveis do mundo (Foto: Simão Mairins/Administradores.com)

Você diz que hoje nós temos mais poder com um celular na mão do que os Estados Unidos tinham com imensos computadores, há 50 anos. O que esse poder significa?

Esse é um ótimo ponto. Se olharmos para o cálculo tradicional do poder da computação, o foco está no poder de processamento, quantos milhões, bilhões de contas ele pode fazer. Então, desde cedo, os computadores foram capazes de realizar muitos cálculos por segundo. E hoje nós temos esses milhares de cálculos em um pequeno celular. Nós temos a mesma memória que um computador cujo uso dependia de um centro bem equipado com ar condicionado, onde eles recebiam uma placa refrigerada, cheia de memória, que era destinada apenas para ler e calcular, ler e calcular. Então, se você medir o poder do computador, você será confrontado por um Iphone que é mais poderoso que qualquer computador do planeta, há 20 ou 40 anos, e ainda pode ser levado a qualquer lugar.

E para os negócios, o que esses avanços tecnológicos significam?

Se você pensar sobre os primeiros computadores, vai ver que eles foram inventados para a ciência espacial, energia e bombas nucleares. Eles foram usados para espionagem. Hoje, os computadores mais poderosos do mundo estão com as equipes de Fórmula 1, e são eles que fazem o design dos carros de corrida. Nós estamos usando celulares para nos habilitarmos e computadores para criar filmes como Avatar. Computadores já foram "coisa séria", exclusividade de militares, segurança nacional, você sabe, emergências. A nossa geração substitui esse uso pelo entretenimento. Fazer filmes, propagandas e até as músicas soarem melhor. Se você pensar nos telefones celulares, nós sabemos que eles podem fazer filmes em três dimensões, assim como Avatar. Nós podemos ter filmes curtos e torná-los magníficos no nosso bolso. Então, nós estamos usando o poder da computação para nos entreter. Nós não precisamos calcular.

Você acredita que milhões de pessoas, cada uma com um smartphone na mão, são mais fortes que um governo em posse de um super computador?

Sim, e eu acredito que temos o exemplo perfeito. Observe a Primavera Árabe. Telefones celulares não criaram o movimento, assim como não criaram a revolução Occupy Wall Street. Revoluções são com a Francesa, a Comunista, a Russa. Revoluções sempre existiram. Mas o celular permite às pessoas dizerem "a polícia está chegando", "vamos nos encontrar nas ruas" ou "agora vamos ao banco". Permite que as pessoas se comuniquem instantaneamente. Aparelhos telefônicos simples, no nosso bolso, já estão preparados para o caso de um policial bater em um jornalista. Alguém poderá fotografar ou filmar rapidamente e isto chegará ao presidente com a frase "veja o que os policiais estão fazendo". Telefones celulares estão viabilizando uma nova democracia, mais realista, humana, onde todos de fato se envolvem. A existência desses aparelhos permite o acesso à democracia pelas pessoas. Elas podem controlar a hostilidade do governo com a população.

O mercado e as empresas precisam se preparar para lidar com esse tipo de democracia?

Eu acredito que isso mostra a maturidade do governo e da democracia. Por exemplo: para alguns países, a democracia é algo novo e o governo está com medo, São lugares como a China, Coréia do Norte, Irã, entre outros. O governo tenta sufocar a comunicação entre as pessoas, mas se por acaso você for à Coréia do Sul você conhecerá o sistema de comunicação que liga o governo e a população. Lá se você cair em um buraco na rua é possível ligar diretamente para o órgão responsável e exigir que seja feita uma manutenção. Imagine você em São Paulo, na mesma situação, mandando mensagem para o responsável pela rua e recebendo dele uma resposta imediata, já que é digital e você tem uma gravação da reclamação da pessoa. O problema seria resolvido e você receberia uma mensagem de volta com os agradecimentos. Se os governos assumirem uma postura positiva em relação às novas tecnologias, eles estarão aproveitando uma grande oportunidade.

O que falta para as regiões menos desenvolvidas chegarem a esse nível mencionado, em que as mídias digitais são úteis. Como podemos chegar lá e por que ainda não chegamos?

É fácil olhar para a Apple, seus computadores, iPads, iPhones e pensar: esse é o futuro. Não é. Para a maioria das pessoas, principalmente nos países emergentes onde o maior dispositivo digital é o celular, e não é um iPhone ou Blackberry, é apenas um Nokia simples e barato, ou Motorola, LG. Nós precisamos construir algo, principalmente serviços governamentais, que funcionem através de SMS. Exceto para documentos importantes, como um passaporte, tudo seria feito por mensagem, consultar impostos, relatar um problema, puxar seu histórico. Cingapura foi pioneira nisto, e a Índia seguiu o exemplo. É um serviço chamado "e-govermment", que pode ser acessado pelo celular ou computador. Lembre-se de que só 5% da população possui um computador, mas todo mundo tem um celular para mandar mensagens e receber respostas imediatas. Se em Cingapura temos esse sistema, é possível aplicá-lo no Brasil.

Você diz que o celular é uma mídia de massas, mas tem propriedades particulares. O que significa ter uma mídia massificada, porém personalizada?

O conteúdo de uma mídia de massas alcança milhares de pessoas, mas não é personalizado. Por exemplo, enquanto você recebe milhares de notícias sobre esportes no Brasil, eu posso programar para receber notícias apenas sobre Fórmula 1. Eu não me interesso por futebol, mas quem é fã pode receber notícias sobre esse jogo e qualquer outro que lhe interesse. Isso é pessoal. Então nós podemos focar em como adequar esse conteúdo pessoal em uma mídia que tenha audiência das massas. No celular, nós podemos focar no que é relevante para nós. Seu melhor amigo escolherá um conteúdo diferente, assim como sua mãe, pai, filho, cada um selecionará as noticias dentro de um mundo de opções. Um exemplo: no Japão, foi introduzido um serviço de notícias que opera na tela do seu celular. Geralmente, a tela inicial do seu aparelho mostra que horas são. Melhor que o relógio, nós podemos ter a atualização de notícias de uma fonte como a CNN, através de um botão. Quando eles apresentaram esse sistema no Japão, foi um sucesso instantâneo. As pessoas pagavam US$ 2 por mês pelo acesso. Quando eu dizia isso nos jornais, eles diziam "Meu Deus". A reação era a mesma no rádio, na televisão e então eles passaram a reparar nessa nova moda e classificá-la como uma nova mídia de massas.

Você afirma que as empresas encontraram um novo caminho para ganhar dinheiro com celulares. Como isso é viabilizado?

Sim, os celulares são fábricas de dinheiro para a mídia. Eu lhe darei um exemplo que é até meio óbvio. O American Idol (formato original dos programas da linha do "Ídolos"). O que você pagar para votar em seu artista preferido pelo telefone é dividido entre a emissora, a companhia telefônica e os donos do American Idol. Nós podemos fazer isso pela Internet, podemos vender conteúdo e ganhar dinheiro através de mensagens premiadas. Nós podemos fazer isso na Billboard, no impresso, na televisão, cinema, em qualquer lugar. O celular é uma máquina mágica de fazer dinheiro. Nós podemos criar um conteúdo especial, no qual podemos vender pelo celular ou, paralelamente, adicionar novos elementos. 

Marcas enfrentam o desafio de serem relevantes entre os jovens



É cada vez maior a importância de se conhecer o comportamento dos chamados millennials, os jovens nascidos entre o final dos anos 1990 e meados dos anos 2000

Por Com:Atitude, do Mundo do Marketing | 03/08/2012

pauta@mundodomarketing.com.br

marca,atitude,jovens,relevânciaUma das tendências que segue em alta no desenvolvimento de ações de comunicação das marcas e ponto de discussão em diferentes rodas de conversa, é a importância de se entender o comportamento dos chamados millennials. Os jovens nascidos entre o final dos anos 1990 e meados dos anos 2000 estão contemplados por cada vez mais pesquisas e estudos que têm como objetivo ampliar o entendimento sobre suas formas de se comportar e interagir com as marcas a partir do que consideram relevante dentro de seus conjuntos de interesses.
Diferentes nomes, interesses comuns
Independentemente do rótulo – gerações Y, We, Global, Next, Echo Boomers, ou mesmo os Millennials, esses jovens têm hoje média de 25 anos e representam 50,9% da força de trabalho mundial, além de responderem por quase um terço da população do globo. Os números são do Relatório Situação da População Mundial 2011, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).  No Brasil, segundo dados do IBGE, os jovens de 15 a 24 anos correspondem a cerca de 20% da população total. A tendência é que eles assumam cada vez mais espaços importantes de decisão e conquistem autonomia com o desenvolvimento de postos de trabalho e diminuição do desemprego.
Os estudos pioneiros nesta temática são de autoria dos historiadores norte-americanos William Strauss e Neil Howe, desenvolvidos a partir de 1991. O livro “Gerações”, por exemplo, traz uma análise da história comportamental dos Estados Unidos, desde 1584 até o presente. Os autores defendem algumas características que marcam cada geração: idealismo (dos chamadosbaby boomers, nascidos entre 1943 e 1960); reação (da geração X, nascidos entre 1960 e 1978); e civil (os millennials).
A palavra “cívica”, utilizada pelos especialistas, remete bem ao universo deste jovem, que coloca como prioridade zero a conquista de seus direitos e a insatisfação com as injustiças sociais. Segundo a agência de pesquisa Box 1824, outras características dos millennials são a equalização entre trabalho e lazer, a otimização de resultados, a priorização dos prazeres, a exigência e a busca por qualidade e respeito. E, acima de tudo, é uma geração conectada, vibrante e que acredita em seus familiares e amigos – para além de um modelo de comunicação unidirecional.
É uma geração que convive de forma fluida com a tecnologia. Graças a ela, é possível fazer suas próprias descobertas e as atitudes das marcas devem contemplar essa autonomia para integrarem este mundo de uma forma dialógica, sem qualquer imposição ou contragosto. Apesar de características comuns, não é possível fazer generalizações – ressalva que também deve fazer parte da estratégia das marcas.
Hiperconectividade e vontade de compartilhar
De acordo com estudo da agência JWT, publicado no início deste ano, 95% dos jovens estão online e, para que as marcas estejam presentes em suas rotinas, é preciso incluir a mobilidade digital em suas estratégias comunicacionais. Segundo a pesquisa, as principais características para que a ativação de atitudes seja efetiva está baseada, principalmente, na utilidade, acesso fácil e praticidade. A marca pode estar presente em diferentes ferramentas, mas essa presença deve ser relevante – trazer algo que faça parte da realidade deste jovem.
Segundo dados do centro de pesquisa Pew – um think tank norte-americano – os millennials são os recordistas no uso de internet wifi por meio de diferentes dispositivos (82% em comparação aos baby boomers, com 55%, por exemplo), e também de tablets, celulares, consoles de vídeo games e aparelhos MP3. Com relação ao telefone celular, os principais recursos utilizados pelos millennials são: mensagens de texto e câmera fotográfica. Em seguida, vêm uso da internet, música, jogos e vídeo. O uso do e-mail está em último lugar.
E uma ação bem estruturada certamente será recomendada por esses jovens na internet. É o que mostra o estudo 8095, realizado em 2010 pela Edelman: 81% dos brasileiros entrevistados compartilham suas preferências com relação às marcas na web. A pesquisa contemplou 3,1 mil jovens de oito países – Brasil, Canadá, China, Alemanha, Índia, Itália, Reino Unido e Estados Unidos. Os números apontam, entretanto, que eles são exigentes: 56% dos brasileiros chegam a consultar quatro ou cinco fontes diferentes antes de escolher um produto ou marca.
Contexto global e as marcas
A integração dessas diferentes ferramentas de comunicação no processo de construção de uma atitude de marca é importante, além de se levar em conta as características-macro que se revelam no comportamento e estilo dessa geração.
De qualquer forma, essas tendências estão relacionadas não apenas à faixa etária, mas também às mudanças sistêmicas as quais nos confrontamos diariamente: a complexidade das relações; a preocupação socioambiental em alta; a emergência do senso colaborativo; a rapidez do fluxo de informações e a rápida dispersão da atenção.
A associação bem estruturada das marcas a determinados campos de significado, seja na área social, ambiental, cultural, esportiva ou de entretenimento e comportamento, está pautada por consistência, visão de longo prazo e linguagem adequada. Neste processo, a renovação e o contínuo monitoramento das atitudes também devem ser considerados – fatores essenciais para relacionar-se com os jovens.
*Por Letícia Born. Esta reportagem foi publicada originalmente no portal Com:Atitude, da Edelman Significa, e agora no Mundo do Marketing de acordo com parceria que os dois portais mantêm.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O marketing não precisa ser caro

O marketing de sucesso não necessariamente é o que mais se gastou dinheiro. É importante ter criatividade, mas o fundamental é criar mecanismos para entender a necessidade do cliente

Muitas empresas encerram suas atividades por perda de negócios e oportunidades que foram levadas pelos concorrentes. Na grande maioria das vezes, estes empresários justificam seus fracassos pela quantidade de dinheiro que os estes competidores investiram no marketing para serem mais conhecidos no mercado. Contudo, nem sempre isso é verdade.

O fundamental para um empresário é ter a certeza de que nada é mais importante que atender as reais necessidades dos clientes. Nenhuma tecnologia adquirida ou produto inovador terá eficácia se não atender uma necessidade de quem pagará por este produto ou serviço. Parece óbvio, mas nem todos agem assim.
A mensagem que a empresa passa deve estar alinhada com as necessidades dos clientes. Para isso, é importante entender o que estes consumidores percebem como valor, para depois observar com cuidado se todo o negócio está montado para que o mesmo conecte a necessidade dele com os produtos ou serviços que a empresa oferece. Para isso, não são necessários altos investimentos em marketing, mas sim muita observação e criatividade.
Recentemente, lendo uma matéria na Revista HSM escrita por Martin Lindstrom, foi comentado o quanto pequenas ações podem fazer toda a diferença numa empresa. Neste artigo, ele relata o caso de uma pequena quitanda nos EUA que estava com sérios problemas de faturamento devido àinstalação de um grande supermercado Walmart no mesmo bairro. Conversando com o proprietário da quitanda, ele relatou que o Walmart praticava preços muito baixos e, por isso, estava conquistando a clientela.
Perguntaram ao empresário o que ele fazia para que as maçãs e pêras que vendia fossem melhores dos que as oferecidas pelo Wallmart. Ele respondeu que as suas frutas eram de melhor qualidade porque ele mesmo, dono da quitanda, acordava às 4h da madrugada para escolher pessoalmente cada fruta no distribuidor, para que às 8h elas estivessem fresquinhas no ponto de venda. Porém, os clientes da quitanda não sabiam disso. Foi então sugerido que o empresário tirasse fotos das bananas, maçãs, limões e outras frutas no ato da compra no distribuidor. Para cada foto, foi feito um pequeno cartão e no verso escrito à caneta uma mensagem tipo: "Limões mais suculentos, comprados hoje às 5:24.", "Maçãs mais saborosas, compradas hoje às 6:12." etc.
Esta ação mudou o negócio. Os clientes perceberam valor no produto e estavam dispostos a pagar mais pela qualidade. Eles só precisavam saber que havia qualidade no produto, diferenciando-os dos encontrados no Walmart. Com uma simples e barata solução de marketing o cenário mudou. Hoje esta quitanda é famosa por ter produtos frescos. Ela conquistou uma nova imagem frente aos clientes e se manteve viva, mesmo tendo um gigante como a Walmart na sua esquina.
Para que a mensagem da empresa chegue aos consumidores, é importante usar todas as armas disponíveis para o marketing. Sem dúvidas, as mídias sociais são atualmente as mais eficazes e econômicas. Segundo o livro Socialnomics, 25% dos resultados na primeira página de busca para as 20 principais marcas do mundo já são, nos dias atuais, links para sites de mídias sociais. Isso torna impossível, para qualquer empresa, rejeitar o novo paradigma da era sociodigital em seu marketing.
É muito importante que os empresários saibam fazer uso do Facebook e outras redes sociais com inteligência e criatividade para demonstrar ao mercado a imagem que acham eficaz para atender as necessidades do consumidor. Através destas redes, o empresário conseguirá entender melhor necessidades e possíveis erros que estejam sendo cometidos pela sua empresa, dando oportunidade de fazer correções de rumo, aumentando assim as chances de acerto.
Existem centenas ou milhares de exemplos de ideias muito simples que fizeram toda a diferença nos negócios. A questão é o empresário ser um observador contínuo de tudo o que acontece a sua volta.
Um bom exemplo aconteceu em um restaurante em Londres que estava perdendo clientes demais e começando a atrasar pagamentos. Aparentemente, nada estava errado: a comida era ótima, o atendimento maravilhoso, mas os clientes não vinham.
A solução foi observar, prestar atenção em tudo. O consultor contratado notou que o restaurante ficava localizado numa rua escura, com poucas sinalizações. Interpretou que uma das coisas que faltava era o cliente ser convidado a entrar por meio de um visual mais claro, devidamente sinalizado – o que fez com tochas de fogo indicando o caminho até o restaurante. Ele também percebeu que algumas pessoas passavam na porta, liam o cardápio e iam embora, apesar de os preços serem bons e a lista de alternativas bastante interessantes. Ele concluiu que estava escuro e as pessoas não conseguiam ler o cardápio com conforto. Colocou uma pequena lanterna à pilha emprestando sua luz para o cardápio. Com isso, o número de pessoas que liam o cardápio e entravam no restaurante aumentou expressivamente. Enfim, a virada de jogo neste caso não demandou investimentos pesados, mas sim tempo de observação, estatísticas de medições, ações concretas de teste para avaliar a resposta do consumidor.
Cada caso é um caso, o importante é o empresário entender que soluções eficazes podem ser mais simples do que se imagina.
Uma boa alternativa é formar grupos de estudo com os próprios funcionários da empresa, pois estes têm contato direto com os clientes e podem trazer informações valiosas. É fundamental que o principal gestor da empresa tenha ouvidos abertos para todos que trabalham na companhia, que não se ache melhor do que nenhum deles, que permita que todos falem abertamente o que estão observando das reações dos clientes em contato com o negócio e os produtos/serviços. É importante ter cuidado para não ser contaminado com observações de preço, pois muitos vendedores acham que todo o problema de perda de negócios está no preço, o que nem sempre é verdade, uma vez que a maioria dos problemas está, na verdade, na proposta de valor.
Outro aspecto importante é não usar o sucesso de um segmento qualquer como sendo o que dará certo no seu negócio. Por exemplo, clínicas veterinárias não costumam ter muito sucesso com campanhas de marketing em jornais e rádios, pois o que tem demonstrado mais sucesso neste segmento é a comunicação de boca em boca. Desta forma a concentração de ações precisa ser na qualidade da informação passada aos donos dos animais nos momentos de contato. É também muito relevante estar atento aos conceitos do autor Michael Gladwell a respeito de "conectores" – pessoas com grande quantidade de relacionamentos, que influenciam muito mais indivíduos do que a média. É importante identificar clientes que sejam conectores e mantê-los muito informados, para que as notícias se propaguem com mais facilidade. Desta forma, por exemplo, se o veterinário fizer um curso de especialização, aprofundamento ou outro qualquer, seria recomendável enviar um e-mail, folder ou mesmo telefonar para estas pessoas, informando que está mais capacitado para tal situação. Certamente estas pessoas propagarão a informação de boca em boca, o que dará um resultado mais concreto.
Na Alterdata Software, empresa que dirijo, muitas situações de baixo investimento deram resultados espetaculares, porém elas só foram possíveis com observações do ambiente que o cliente está inserido.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

9 Fatos sobre Felicidade que você não conhece



Postado em 1 de agosto de 2012 por Guilherme Lito

Felicidade - LUZ Geração Empreendedora
Acredito que, instintivamente, todos queremos ser mais felizes, tanto em quantidade, quanto qualidade. Nessa busca, li e vi que o paradigma do “ganhe muito dinheiro para ser muito feliz” já é passado. É claro que ainda é ensinado em jogos, academia e setores que, em geral, querem manter a sociedade como ela é, mas estudos já demonstraram que essa equação é muito mais complexa. Atualmente há uma forte corrente no mundo tentando qualificar, quantificar e otimizar a felicidade de todos. O FIB (Felicidade Interna Bruta), conceito que substituiu o PIB no Butão há anos como forma de medir o seu desenvolvimento é estudado em diversos países e um dos exemplos mais famosos, inclusive já postamos sobre por aqui. Pessoalmente prefiro o HPI (Happy Planet Index – Índice do Planeta Feliz) que mede quão eficientes nós somos em gerar bem estar e felicidade para a população custando o mínimo possível ao planeta. É claro que o conceito de felicidade em si pode ser amplamente debatido, mas vamos simplificar as coisas?
Hoje vim mostrar 9 fatos sobre felicidade que eu não sabia, que tirei de uma pesquisa legal que saiu na Business Insider.
Vamos lá!

1. Ser sociável é essencial para a felicidade. Papo furado não.

Papo furado não!
O estudo comprovou que pessoas que vivem vidas sociais mais ativas, são mais felizes e que discutir assuntos que sejam de fatos relevantes, fazem de você uma pessoa mais feliz. Porém perder tempo com papo furado que não vai chegar a lugar nenhum, nem tanto. Achei isso legal, pois muitas vezes sou criticado por “puxar papos sérios” em locais onde se “deve discutir novela e vida alheia”. NÃO! 1000 vezes não! Como diria Sócrates, “A Vida não examinada não vale ser vivida.” (Sim, tem que haver um equilíbrio aí…)

2. Mapa dos países mais felizes

Olha aí o mapa com a “distribuição de felicidade” no mundo.
Países mais felizes do mundo
Agora o mapa do Happy Planet Index, mencionado lá em cima. Lembrando, os países que são desenvolvidos, segundo o HPI, são os que conseguem proporcionar o máximo de bem estar com o mínimo de poluição.
Happy Planet Index - LUZ Geração Empreendedora

3. Mulheres, casem com homens mais feios!

Mulher bonita e homem feio = felicidade
Nessa eu me dei bem! Ficou provado que a única relação que existe entre beleza e felicidade em casais, é que ambos são mais felizes quando a mulher é mais bonita do que o homem. Interessante, não?

4. Mais grana = menos motivação e performance

Mais dinheiro = menos felicidade
Para não ser tão categórico, até certo ponto mais dinheiro é melhor, mas depois de um certo momento, mais dinheiro não muda em nada sua felicidade ou pior, pode lhe causar ainda mais estresse. Isso foi bem dito pelo vencedor do Prêmio Nobel de Economia, Daniel Kahneman, que, genial que é, descobriu outras tantas coisas que desafiam as tradicionais leis econômicas. Fica a dica! Vale a pena ler/ver filmes. Escrevi sobre isso também em outro post por aqui…

5. Não deixe os outros te afetarem

Feedback negativo
Na semana passada escrevi um post polêmico. Numa comunidade em especial houve mais de 40 comentários, a grande maioria me criticando duramente muitas vezes ofendendo a mim, nem falando do texto em si. Haja meditação para não internalizar todas as energias negativas que me enviaram! Feedbacks são sempre bons, na medida em que (1) quem os dá quer realmente agregar a você e (2) você sabe absorver o que é válido. É claro que esse equilíbrio é muito difícil de se conseguir chegar, mas quem disse que a vida é fácil?… Enfim, foi ótimo saber que um dos segredos da felicidade é, também, ignorar muito do que se ouve. UFA!

6. Dar é melhor que receber

Dar é melhor que receber
Essa foi uma das primeiras que o FIB provou. A alegria de se dar é maior do que a de receber. Muito contra-intuitivo, não? Teoricamente trabalhar é um saco, ajudar os outros é, quase que por definição, abrir mão de algo bom que você tem (tipo tempo). O fato é: a alegria de servir é imensa. Só quem trabalha/pratica algo que gosta que envolve servir/oferecer, sabe. Gostaria de abrir um parêntesis para o pessoal do Curto Café, simpático local no centro do Rio de Janeiro onde você poderá viver na prática essa experiência. Lá, o prazer de “trabalhar” está estampado no rosto de cada um, que vão se divertir tanto quanto você ou mais com sua presença. E, por fim, você ainda toma um café como o que segue abaixo. MMMMMM!!!!
Curto Café - LUZ Geração Empreendedora

7. Felicidade é contagioso

Felicidade é contagioso - LUZ Geração Empreendedora
Essa sem dúvida é uma grande verdade! A diferença é que nós sempre soubemos isso intuitivamente, e agora podemos dizer que está provado! Duvida? Chegue na Casa LUZ que a gente te contagia ;)

8. Perder esperança pode aumentar a felicidade

Perca as esperanças!
Esse fato é extremamente relevante para empreendedores. Assumir uma derrota pode te deixar feliz. Deixar uma velha esperança ir embora pode tirar peso das suas costas. Exemplo radical: assumir que sua doença vai te matar em alguns anos tornará esses alguns anos mais prazerosos, com menos uma preocupação.
Está batendo cabeça na mesma ideia há anos? Ela já virou um monstro na sua cabeça? Talvez esteja na hora de perder as esperanças. É claro que empreender é um exercício de acreditar nos seus princípios e ideias, mas saiba equilibrar isso!

9. Você saberá lidar com tragédias melhor do que pensa.

Tudo é menos ruim do que parece
Em seu livro, “The 4-hour workweek”, Tim Ferris prega um estilo de vida muito diferente do “tradicional”. Ele sugere que você venda tudo que tem e viva uma vida baratíssima ao redor do mundo trabalhando pouco (esse é um resumo tosco do livro). É claro que 99,9% da população tem um medo bizonho de realizar essas mudanças drásticas, e ele propõe um exercício legal: escreva o que vai acontecer se TUDO der errado. Qual o pior cenário? Ficar sem emprego, sem casa? Quando você tangibiliza o pior cenário, vê que as coisas não são tão más quanto parecem, e é exatamente esse o nono fato. Fique tranquilo, se tudo der errado você será mais feliz do que imagina.
SURPRESA!

10. Você tem que ganhar 2,5 vezes mais sendo assalariado para ter a mesma felicidade de um empreendedor

Empreendedores são mais felizes
Estava com saudades de presentea-los com uma dica/fato/foto/case extra. Guardei o melhor para o final…
Foi ótimo ler um estudo sobre isso para poder falar nos chopps! Os empreendedores são mais felizes, mesmo se ganharem até 2,5 vezes menos. Se você está na dúvida se empreende ou não, olha quão importante é esse número! Você acha que não conseguirá o mesmo salário que tem agora se empreender? Provavelmente estás certo, pelo menos no curto prazo, mas para quê ter o mesmo salário? Você tem uma boa margem aí!
E aí empreendedores, concordam com esses fatos? O que mais te deixa feliz? Comente, compartilhe! :)
Abraços e até a próxima!

terça-feira, 31 de julho de 2012

O plano de marketing

Acompanhe os passos essenciais para a construção de um plano de marketing para sua organização


"Pessoas que falham em planejar estão planejando falhar."
(George Hewell)

O início de um novo ano é uma oportunidade ímpar para reflexão. É quando fazemos as famosas "resoluções de Ano-Novo". No âmbito pessoal, uns se comprometem a iniciar uma dieta e retomar a prática esportiva; outros resolvem estudar um idioma e viajar para o exterior; e alguns determinam alcançar uma guinada profissional postulada – e postergada – há tempos.
No mundo corporativo não é diferente. Cada ano que principia vem regado com planos variados, sejam eles estratégicos, táticos ou operacionais. E não poderia ser diferente, pois o objetivo de um plano é orientar as ações e mitigar os riscos.
O propósito deste artigo é apresentar pontos básicos que devem ser observados na elaboração de um planejamento essencial para o êxito de sua organização: o plano de marketing.
Passo 1 – Missão, valores e visão
Se a sua empresa ainda não apresenta estes aspectos bem delineados, é hora de defini-los. Se já os tem, considere revisá-los, a fim de atestar que estejam sendo respeitados.
A missão é a razão de ser da companhia. É o que motiva sua existência e lhe garante perenidade. Espera-se que uma declaração de missão compreenda a satisfação de necessidades dos consumidores mediante uma atividade que proporcione lucro – o combustível para a perpetuação do negócio.
Já os valores são os princípios que balizam o comportamento de toda a corporação para o cumprimento da missão, norteando as decisões que são diariamente tomadas em todos os níveis hierárquicos. Aos valores não lhes basta estarem escritos – precisam ser praticados. Cada organização determina seu conjunto de valores. Nas micro e pequenas empresas, espelham os valores de seu fundador ou sócio majoritário. Nas empresas de médio e grande porte, devem refletir o perfil esperado de seus colaboradores. É recomendável e desejável que a ética esteja presente entre os valores selecionados.
Por fim, a visão representa uma imagem do futuro que a companhia almeja. É um sinalizador da trajetória a ser percorrida injetando entusiasmo na equipe e admiração no mercado. A visão deve ser não apenas positiva, mas também grandiosa. Afinal, nada pior que nutrir um sonho pequeno e ele se realizar...
Neste processo, busque sempre compartilhar abertamente missão, valores e visão com todos os envolvidos. Faça com que estes conceitos sejam difundidos tornando-os parte indissociável da imagem da organização.
Seja congruente: não escreva uma missão na qual não acredite, valores que não exerça e visão que não deseje. Papel aceita tudo, mas não há mentiras dignas – todas são execráveis. Como disse Gandhi: "Seja a mudança que você quer ver no mundo".
Passo 2 – Análise ambiental
Transposta a fase anterior, é hora de estudar o meio no qual sua companhia está inserida. É como ingressar em uma grande selva na qual o medo e ansiedade são amenizados quando se conhece a fauna, a flora, as riquezas e os infortúnios da mata adentro.
Comece pelo sistema político. Após eleições, por exemplo, quando novos governantes assumem seus postos, é comum alguns modificarem drasticamente a gestão do município, Estado ou país. Se você acredita que isso não pode influenciar seu negócio, lembre-se do que aconteceu em São Paulo com a implantação da lei "Cidade Limpa", que praticamente baniu a mídia exterior, comprometendo empresas do setor e comprometendo os planos de comunicação de diversas companhias, mas também gerando oportunidades para mídias alternativas.
Ainda com relação à política, até mesmo a política externa tem impacto sobre seu negócio, especialmente se você importa matéria-prima e/ou componentes ou exporta seus produtos/serviços.
O sistema econômico é o próximo a ser analisado. Muita atenção para os indicadores econômicos e os movimentos financeiros que ocorrem não apenas no Brasil, mas neste louco mundo globalizado. Cuidado especial com suas finanças, principalmente se não dispõe de capital próprio e demanda recursos de terceiros para tocar seu empreendimento. Olho graúdo nas taxas de juros praticadas no mercado. Negocie, barganhe sempre e o máximo que puder. Seja criterioso na concessão de crédito: a pior venda não é aquela que deixamos de fazer, mas a que deixamos de receber.
O próximo aspecto é o sistema social. Monitore as pesquisas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), entre outros. O intuito é acompanhar os movimentos da sociedade a fim de identificar riscos e oportunidades. Os dados obtidos nestas pesquisas permitem-nos observar a maior participação da mulher no mercado de trabalho, a queda da fecundidade, o envelhecimento da população, o maior poder de compra das classes C e D, entre tantos outros fatores que afetam diretamente as perspectivas das organizações, alterando mix de produtos, comunicação, estratégias de preço etc.
O sistema cultural também merece ser analisado, sobretudo em uma nação com grande extensão territorial e altamente miscigenada como a nossa, na qual hábitos e costumes variam em latitude e longitude, indicando abordagens diferenciadas para o sucesso de uma iniciativa empresarial.
Por fim, o sistema tecnológico, em constante mutação, levando produtos à obsolescência e serviços ao desuso com velocidade sem igual.
Mas a análise ambiental não se restringe aos sistemas relacionados anteriormente. Na trilha do sucesso, há que estudar, ainda, o perfil do consumidor e os passos da concorrência.
Todos estes aspectos representam o ambiente externo, observado da janela para fora dos muros da empresa. Eles nos apontam os riscos e as ameaças à sua perenidade e sustentabilidade. Mas também trazem consigo ótimas oportunidades para aqueles que querem ver...
Há uma última análise, mais intimista, realizada no interior da empresa. Ela pretende identificar os pontos fortes, as vantagens comparativas com relação à concorrência, os diferenciais que fidelizam clientes e reforçam a imagem institucional. Mas também deve apontar os pontos fracos, as deficiências e os gargalos que atuam como entraves ao desenvolvimento.
Ao estudar este ambiente interno, a verdade deve prevalecer. Forças devem ser valorizadas e aproveitadas para elevar a competitividade. Fraquezas devem ser encaradas com atenção, e não jogadas para sob o tapete. Deve-se agir para minorar os impactos negativos decorrentes destas fragilidades.
Passo 3 – Composto de marketing
É provável que você já tenha ouvido falar em "4Ps", metodologia apresentada por Jerome McCarthy em sua obra Basic Marketing, de 1960, apontando produto, preço, promoção e praça como únicas variáveis relevantes do chamado composto mercadológico.
Francisco Alberto Madia de Souza, presidente da Madia Mundo Marketing, desenvolveu ao longo de mais de 40 anos de estudo e trabalho uma fantástica matriz ampliada conforme apresentado a seguir.
Phocus
Pode parecer elementar, mas muitos têm dificuldades em estabelecer seu foco de atuação, comprometendo o resultado de todo o planejamento. Erram ou por constituir muitos focos ou por eleger como primordial um objetivo inadequado.
Várias flechas não garantem o acerto do alvo e vários alvos confundem o arqueiro. Por isso, a definição deve ser clara, analítica e específica. Procure fundamentá-la em sua missão, orientá-la pelos seus valores e traçá-la em direção à sua visão.
Defina com toda precisão possível o mercado que deseja conquistar. Isso significa identificar o perfil do consumidor a partir de fatores geográficos (localização), demográficos (sexo, idade, escolaridade, renda), psicográficos (estilo de vida, interesses, expectativas) e comportamentais (hábitos de consumo, preferências). Não tente abraçar o mundo, oferecendo toda sorte de produtos e serviços. Determine seu phocus e busque a excelência, dando 110% de esforço.
Positioning
O posicionamento consiste no planejamento e organização de uma identidade corporativa que seja prontamente percebida pelo consumidor. Representa todos os sinais e códigos de comunicação transmitidos por seu estilo e personalidade.
Bons exemplos são a Umbro, que adotou o futebol como única modalidade esportiva em seu negócio em detrimento de todas as demais, e a Nike, que conseguiu traduzir a essência de sua identidade em um único traço – sua logomarca.
Product
Trata-se do produto, que em seu âmago encerra uma prestação de serviço. Você não vende um DVD, mas entretenimento; não vende um medicamento, mas a expectativa de recuperar a saúde; não vende um cosmético, mas a promessa de beleza. Saem os predicados objetivos, entram os subjetivos. Em lugar da forma, o conteúdo. Em vez do palpável, o intangível.
Há quase três décadas comprávamos "produtos duráveis" e a garantia oferecida era critério relevante na tomada de decisão. Os programas de qualidade total ganharam força, reduziram os índices de devolução e troca, e o consumidor se acostumou com produtos mais confiáveis. Hoje, qualidade total não é diferencial e sim mera condição para ingressar no jogo. Analogamente, garantia e assistência técnica são preceitos legais. Diante da evolução tecnológica, os "produtos duráveis" perderam sua razão de ser, porque a obsolescência determina o tempo de vida útil dos produtos.
Como se não bastasse, tudo concorre com tudo agora. A competição é pelo tempo e pelo dinheiro do consumidor potencial. No restaurante, refrigerante disputa com tubaína, suco, água natural ou aromatizada, a preferência do cliente. No hospital, cardiologista concorre com oncologista, e também com administradores, advogados e até engenheiros pela direção do estabelecimento.
Atendimento é a palavra de ordem. O bom atendimento, é pertinente frisar. Atendimento que deriva de atenção, da capacidade de direcionar não somente olhos e ouvidos, mas os cinco sentidos para acolher a uma demanda qualquer.
Promotion
Não adianta ter o melhor produto ou prestar o melhor serviço do mundo se ninguém tomar conhecimento. É preciso difundir e repercutir. Esta ferramenta é traduzida literalmente por promoção, mas envolve mais do que isso: é o campo da comunicação integrada.
As armas disponíveis são muitas. Do marketing indireto (propaganda e assessoria de imprensa), passando pelo marketing direto (papelaria, site, newsletter, publicações, outros) até o merchandising (embalagem, rótulo, PDV, exposições, outros).
A comunicação deve ser alinhada, congruente, sinérgica e, sobretudo, verdadeira.
Place
Falamos aqui de distribuição, melhor compreendida a partir do conceito de logística como um processo coordenado para gerar disponibilidade. Na era da conveniência, capitaneada pela internet, um grande diferencial competitivo é ampliar a acessibilidade ao consumidor final, permitindo-lhe adquirir o que quiser, quando quiser e onde quiser.
Price
O preço é um atributo típico dos produtos. E estes têm sido comoditizados ao longo do tempo. Olhe ao seu redor e avalie produtos similares de marcas distintas das mais variadas empresas. As eventuais diferenças são muito tênues.
É certo que você pode optar por uma estratégia de preço agressivo, trabalhando com margens reduzidas para auferir ganhos em um maior volume de vendas. Também pode trabalhar com preços diferenciados por nicho de mercado, região geográfica, sazonalidade e outros critérios. Ainda, pode lançar mão de descontos por fidelidade, para pagamento antecipado ou por lotes expressivos, por exemplo.
Se o preço é absoluto, objetivo e tangível, o valor é sempre relativo. É nessa esfera que o jogo deve ser jogado. Sua missão deve ser elevar o valor percebido destacando atributos emocionais, ou seja, centrando foco no serviço inerente ao produto ofertado. A melhor maneira de fazer isso é mediante a construção de uma marca capaz de seduzir e conquistar o consumidor.
People
A era do conhecimento colocou as pessoas em primeiro lugar, suplantando as máquinas. E a importância das pessoas começa pelo cliente, esta entidade poderosa dotada da propriedade de fazer uma companhia prosperar ou capitular.
Porém, há um cliente específico, igualmente significativo, cuja relevância precede ao anterior. Trata-se do cliente interno, formado pelos parceiros de trabalho, os quais em um ambiente saudável elevam seu comprometimento, resultando em um atendimento mais qualificado e em uma maior produtividade. O instrumento utilizado neste processo de evolução das relações internas atende pelo nome de endomarketing.
Considere em seu planejamento ações para desenvolvimento dos colaboradores tais como pesquisas de clima, avaliação por competências, treinamentos para capacitação técnica e comportamental, políticas de remuneração variável, planos de carreira, ações afirmativas para inclusão de pessoas com deficiência, campanhas para prevenção de acidentes e promoção da qualidade de vida. Busque cultivar o incentivo, o entusiasmo e a motivação. Em suma, cuide das pessoas que cuidam de sua empresa.
Providers
Fornecedores já foram tidos como uma espécie de "mal necessário". Eram tempos em que os monopólios reinavam absolutos impondo-nos preços, prazos e condições.
A tecnologia, a profusão e difusão das inovações, a expansão dos mercados, enfim, as novas relações de consumo alteraram o perfil dos providers. Por decorrência do exposto na variável anterior, o endomarketing tornou você cliente e fornecedor ao mesmo tempo.
A necessidade de concentrar tempo, recursos e energia no phocus propiciou o surgimento da terceirização. As empresas passaram a se dedicar quase integralmente à sua atividade-fim, delegando operações acessórias a outras companhias para elevar sua competitividade.
Contudo, lembre-se de que um fornecedor é uma extensão de sua empresa. Por isso, ao contratar estes novos parceiros, certifique-se de que eles trabalham em sintonia com seus valores e padrões de qualidade e que podem atender suas demandas dentro de condições favoráveis.
Post-place
A primeira venda não é a mais difícil de ser realizada. É a segunda, porque sinaliza fidelidade. Conquistar e manter clientes depende de seu aftermarketing, ou seja, das ações desenvolvidas depois de efetivada a venda.
Assim, coloque-se disponível aos seus clientes. Elimine obstáculos até a assistência técnica, desburocratize processos de troca, facilite a comunicação. Construa não apenas um Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) exemplar, mas faça com que todos na organização transpirem excelência no atendimento.
Desenvolva um banco de dados eficiente e use as informações para um atendimento personalizado. Faça follow-up para verificar a satisfação, mensurar se as expectativas foram atendidas, receber com humildade críticas e sugestões. Trate seus clientes como únicos – não como mera estatística.
Protection
Esteja atento para a legalidade jurídica das ações definidas em seu planejamento. Isso envolve as relações com os clientes reguladas pelo Código de Defesa do Consumidor, as relações comerciais regidas pelo Código Civil, as relações trabalhistas previstas na CLT, as obrigações tributárias presentes na Constituição Federal e suas leis complementares.
O propósito é resguardar a empresa e sua imagem, evitando dissabores como ações indenizatórias, restrições à comercialização ou comunicação cerceada.
Percognitiom
A última variável das ferramentas para edificação de seu plano de marketing é um neologismo em inglês que representa uma sequência de ações capazes de referendar os passos anteriores: percepção, reconhecimento, reputação, imagem e marca.
Isto posto, todo o planejamento só poderá ser qualificado como válido se resultar na percepção pelo consumidor das qualidades e atributos de seu produto ou serviço. Uma vez percebido ou notado, que ele seja reconhecido e, ato contínuo, experimentado para que possa ser reputado positivamente. Assim, será possível respaldar uma imagem sólida que se incorporará à marca.
O percognitiom é fruto de um processo de diferenciação capaz de dotar seu produto ou serviço de características únicas e indissociáveis, suficientes para conquistar o respeito, a admiração e a confiança dos consumidores em seus corações e mentes.
Lembre-se de que todo planejamento só é útil quando colocado em marcha. Determine quem o executará, como o fará, em qual prazo e com qual custo. Monitore os resultados, corrija desvios na rota e persista. O único pecado é não elaborar o plano. Falhar em planejar é planejar falhar.
* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 países. É autor de "Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento" (Flor de Liz, 2011), "Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional" (Saraiva, 2008) e coautor de outras cinco obras. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.

domingo, 29 de julho de 2012

Livro de Gestão Estratégica de Marca

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Nossa indicação dessa semana é o livro Gestão Estratégica de Marca de autoria de Kevin Lanne Keller e Marcos Machado. A obra aborda o bem mais valioso de uma empresa, a marca.
Uma marca, mesmo sendo um ativo intangível e valioso, criar e mantê-la representa um grande desafio. O conceito “brand equity” fornece aos profissionais de marketing um denominador comum para interpretar os efeitos potenciais de diferentes estratégias para as marcas. O “brand equity” representa o valor agregado a um produto como resultado de investimentos anteriores em uma marca.
O livro está dividido em nove capítulos que abordam os seguintes temas:
- Capítulo 1: definição de marca e o papel que ela desempenha nas estratégias de marketing e gestão de marca;
- Capítulo 2: apresenta o conceito de brand equity baseado no cliente, esboça sua estrutura e resume diretrizes para sua construção, mensuração e gerenciamento;
- Capítulo 3: desenvolve um modelo conceitual do conhecimento de marca e aborda a importante questão do posicionamento;
- Capítulo 4: aborda o primeiro tópico de construção do brand equity, ou seja, escolhendo elementos de marca (nomes de marca, logotipos, símbolos, slogans, etc);
- Capítulo 5 e 6: construção do brand equity, que se dá por meio de otimização do mix de marketing ;
- Capítulo 7: examina a alavancagem de associações secundárias de outras entidades (por exemplo: empresas, regiões, pessoas, outras marcas e assim por diante);
- Capítulo 8: considera questões relacionadas a estratégias de arquitetura de marcas (por exemplo, quais elementos de marca uma empresa opta por utilizar nos vários produtos que comercializa) e mostra como brandy equity pode ser maximizado por meio de todos os diferentes produtos e marcas de uma empresa;
- Capítulo 9: esboça os prós e os contras de extensões de marca e desenvolve diretrizes para sua avaliação e para introdução de novos produtos.
Uma verdadeira bíblia do Branding e Gestão de Marcas! #ficaadica